Bolsonaro esclarece sobre armas desaparecidas pelo Exército
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou nesta segunda-feira, 6, uma explicação ao ministro Alexandre de Moraes, do supremo tribunal federal, sobre o paradeiro de duas armas registradas em nome do ex-capitão que não foram localizadas pelo Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.
Os advogados afirmaram que as armas foram entregues ao ex-presidente como presente e continuam sob a custódia da empresa importadora de equipamentos bélicos. “As armas nunca saíram das dependências da empresa, o que justifica sua permanência no local até agora”, afirmaram os defensores no documento.
Em sua comunicação, os advogados solicitaram ao ministro que defina a melhor forma para que as armas sejam entregues à Superintendência Regional da Polícia Federal. “Considerando que o armamento permanece sob a guarda de um terceiro, sugerimos que a empresa mencionada seja oficiada para confirmar a custódia e facilitar a apresentação das armas às autoridades competentes”, completaram.
Situação das armas
Mais cedo, o comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, informou ao ministro que foram entregues seis das oito armas de Bolsonaro que estavam sob sua responsabilidade à Polícia Federal. Lisbôa destacou que uma pistola e uma espingarda, mencionadas em despacho do ministro que ordenou a apreensão, não estavam no batalhão. As armas em questão são:
- Pistola Forjas Taurus, número de série KVJ78119, calibre .380 Automatic (permitido), registro SIGMA nº 77886;
- Espingarda Maestro Arms Company, número de série 481-H21YD-1017, calibre 12 GA (permitido), registro SIGMA nº 1816471.
O ministro Moraes determinou a apreensão de todas as armas e revogou o Certificado de Registro e de Colecionador Atirador Desportivo e Caçador de oito das dez armas do ex-presidente, em decorrência de suas decisões que mantiveram a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Investigação em andamento
Recentemente, dias antes do término do prazo de 90 dias estipulado pelo ministro, uma pistola do ex-presidente foi encontrada no veículo de um militar que fazia parte de sua segurança, durante uma blitz. Esse incidente resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Civil do Distrito Federal.
