TJ-PR autoriza prisão domiciliar para bolsonarista acusado de assassinar tesoureiro do PT
O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu conceder prisão domiciliar a Jorge Guaranho, que foi condenado pelo assassinato do petista Marcelo Arruda em 2022. A defesa de Guaranho, ex-policial penal com vínculos ao bolsonarismo, argumentou que ele apresenta sequelas neurológicas e ortopédicas resultantes de agressões e disparos durante o crime, o que limita sua mobilidade e capacidade de realizar atividades cotidianas, como se alimentar.
O homicídio ocorreu durante uma festa de aniversário de Marcelo Arruda, que tinha uma temática voltada ao presidente Lula e ao PT, pouco antes das eleições de 2022. Guaranho invadiu o evento e, após uma discussão de natureza política, disparou contra Arruda.
Decisão judicial
Em uma decisão divulgada em 17 de março, a juíza Laryssa Angelica Muniz afirmou que o Complexo Médico Penal apresentou um relatório atualizado sobre a saúde do condenado, que incluiu um parecer favorável à prisão domiciliar por parte do Ministério Público.
Muniz destacou que os documentos demonstram que Guaranho apresenta sequelas de trauma que comprometem sua qualidade de vida e independência nas atividades diárias, enfatizando a necessidade de cuidados e tratamentos especializados.
Com a nova determinação, Guaranho deverá cumprir a pena em casa, com permissão de sair apenas para atendimento médico, desde que notifique o TJ-PR com cinco dias de antecedência. Ele estará sujeito a monitoramento por meio de uma tornozeleira eletrônica.
Reversão anterior
Vale lembrar que, em março do ano passado, o tribunal havia revogado a prisão domiciliar de Guaranho, acatando um pedido do Ministério Público, que alegou que ele apresentava um “alto grau de belicosidade” e deveria retornar ao regime prisional.
