Renan Santos minimiza falas machistas de aliados e defende pesquisa nuclear para soberania
O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, minimizou as declarações machistas feitas por seus aliados Arthur do Val e Orlando Lima em entrevista concedida em 26 de agosto de 2026. Ele classificou as falas como “infelizes”, mas ressaltou a importância dos aliados para sua campanha.
Renan se referiu ao áudio divulgado em 2022, no qual o ex-deputado estadual Arthur do Val afirmou, de forma depreciativa, que mulheres ucranianas seriam “fáceis porque são pobres”. O candidato afirmou não ter ouvido o áudio quando foi gravado e o classificou como um conteúdo privado que gostaria de ter evitado.
Sobre Orlando Lima, que declarou que o sufrágio universal seria o maior problema da democracia, Renan disse desconhecer a opinião e defendeu o aliado dizendo que ele pode ter emitido uma declaração infeliz, mas possui uma trajetória considerada brilhante.
Renan Santos negou que as declarações dos aliados afastem mulheres do partido, que tem uma maioria masculina entre seus filiados. Em relação à ausência de políticas específicas contra feminicídio em seu plano de governo, o candidato afirmou que essa responsabilidade cabe a estados e municípios.
Renan defendeu que o Brasil inicie o processo de pesquisa para o desenvolvimento de uma bomba atômica, apesar de reconhecer que o país não tem condições de produzir armas nucleares nos próximos dez anos. Ele argumentou que essa iniciativa seria fundamental para a recuperação da soberania nacional e para posicionar o Brasil entre as cinco maiores economias mundiais, sugerindo inclusive uma alteração na Constituição que atualmente proíbe o uso de energia nuclear para fins de defesa.
