PF apreende R$ 1 milhão em relógios na casa do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella
A Polícia Federal apreendeu uma coleção de relógios de luxo na residência do ex-prefeito de belford roxo, Márcio Canella, que também é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Os itens, avaliados em mais de R$ 1,1 milhão, foram encontrados durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada na terça-feira (7). Além dos relógios, os agentes confiscam joias, dinheiro em espécie e um fuzil localizado no veículo de Canella, resultando em sua prisão por porte ilegal de arma.
Relógios apreendidos
A coleção inclui modelos de marcas renomadas, como:
- Rolex Yacht-Master 42 (Titânio) — R$ 140.000
- Rolex Daytona (Aço) — R$ 190.000
- Rolex Submariner Date — R$ 80.000
- Rolex GMT-Master II (Batman/Bruce) — R$ 107.500
- Hublot Big Bang Chrono — R$ 120.000
- Piaget Polo Green — R$ 80.000
- Breitling Superocean Heritage — R$ 32.500
- Panerai Radiomir California — R$ 85.300
- Bvlgari Bvlgari Chrono — R$ 42.500
- Rolex Explorer I — R$ 51.500
- Rolex Oyster Perpetual (Azul) — R$ 48.500
- Rolex GMT-Master II (Pepsi) — R$ 130.000
Total:
Valor de tabela: R$ 850.300
Valor de mercado: R$ 1.107.800
Valorização no mercado
A diferença entre os valores de tabela e de mercado é significativa. Enquanto o preço oficial da coleção é de R$ 850,3 mil, no mercado de pronta entrega o valor atinge R$ 1.107,8 mil, resultando em uma valorização de aproximadamente 30%. Essa disparidade se deve ao chamado “ágio” dos relógios esportivos da Rolex, que são frequentemente produzidos em quantidades limitadas e vendidos apenas a clientes selecionados. Isso leva os compradores a recorrerem ao mercado secundário, onde os preços são consideravelmente mais altos.
Um exemplo notável é o Rolex Daytona em aço, cujo preço oficial é de R$ 90 mil, mas pode ser negociado por cerca de R$ 190 mil no mercado.
Investigação de lavagem de dinheiro
A sexta fase da Operação Unha e Carne cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, focando em uma organização suspeita de lavagem de R$ 7,6 bilhões através de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio. Além de Canella, outros alvos da operação incluem o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil; o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura; e o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Segundo a Polícia Federal, as investigações revelaram que a organização movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em transações financeiras suspeitas nos últimos seis anos, conforme dados do Coaf. Além dos itens de luxo, também foram apreendidos veículos, documentos e outras evidências que estão sendo analisadas pelas autoridades.
