Flávio solicita monitoramento internacional para garantir eleições justas no Brasil durante evento nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, solicitou neste sábado (28) que governos e instituições internacionais “monitorem a liberdade de expressão” no Brasil, além de exercerem pressão diplomática para assegurar o que ele classificou como “eleições livres e justas”. A declaração foi feita durante sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas.

Em seu discurso, Flávio acusou o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, do Partido Democrata, de interferir nas eleições brasileiras de 2022, que resultaram na vitória de Lula (PT). “Faço um apelo não apenas aos Estados Unidos, mas a todas as nações livres: observem com atenção as eleições no Brasil, compreendam nosso processo e monitorem a liberdade de expressão do nosso povo, aplicando pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou.

O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sustentou que a atuação de Biden em favor do candidato petista teria se dado por meio de uma “enxurrada de dinheiro” da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Contudo, não há evidências que comprovem que o órgão tenha financiado a campanha de Lula.

Atenção internacional

Flávio enfatizou que não deseja interferências nas eleições brasileiras, mas reiterou a importância de que os Estados Unidos e outras nações observem o pleito com “enorme atenção”. Ao mencionar seu pai, o pré-candidato voltou a abordar a tese de perseguição política, comparando-a à situação enfrentada por Donald Trump nos EUA.

É importante lembrar que Jair Bolsonaro foi condenado pelo supremo tribunal federal em um processo relacionado a uma tentativa de golpe e atualmente cumpre pena de 27 anos de prisão em casa, devido a questões de saúde.

“Em vez de a administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista que despreza a América, seria mais apropriado aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas, fundamentadas em valores americanos. Essa seria uma mudança positiva na política externa para a região”, completou Flávio.

Combate ao crime organizado

Durante sua fala na CPAC, o senador mencionou repetidamente o termo “cartéis de drogas”, solicitando colaboração americana no combate a facções criminosas, insinuando que Lula estaria associado a esses grupos. Uma reportagem do The New York Times, publicada na sexta-feira (27), revelou que Flávio e seus aliados têm feito lobby para que o governo dos EUA classifique o comando vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.

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