Dólar sobe a R$ 5,11 com tensão entre EUA e Irã; Ibovespa fecha estável
O dólar encerrou esta sexta-feira (17) com leve alta frente ao real, atingindo R$ 5,11. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve estabilidade e encerrou em 173.714 pontos, após interromper uma sequência de três semanas consecutivas de valorização. Estes movimentos refletem a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, que elevou a busca por ativos considerados mais seguros.
Impacto do conflito no mercado financeiro
O fortalecimento do dólar está vinculado à aversão global ao risco, impulsionada pela escalada dos confrontos no Oriente Médio. A moeda americana chegou a R$ 5,13 na manhã, mas recuou um pouco ao longo do dia. A valorização do petróleo, que teve alta de quase 5%, ajudou a mitigar as perdas do real, além de sustentar as ações da Petrobras, exportadora relevante para o Brasil.
Principais indicadores do dia 17 de março
- Dólar: R$ 5,111 (+0,24%)
- Ibovespa: 173.714 pontos (-0,06%)
- Brent: US$ 88,10 (+4,59%)
- WTI: US$ 82,49 (+4,48%)
Contexto econômico e efeitos no mercado interno
Apesar do contexto externo turbulento, o real teve desempenho relativamente melhor que outras moedas emergentes. O avanço do petróleo favorece os termos de troca do Brasil, um dos maiores exportadores globais da commodity, ajudando a reduzir a pressão sobre a moeda local.
O Ibovespa chegou a operar em alta, mas a valorização dos juros futuros e a queda das ações dos setores de consumo fizeram o índice recuar levemente. Bancos tiveram desempenho negativo, enquanto varejo, construção civil e educação sofreram as maiores perdas. As ações da Petrobras se destacaram positivamente, beneficiadas pela alta do petróleo.
Fatores externos que influenciaram o mercado
Investidores também acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, medida pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio, e o impacto das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, que perderam prioridade diante do agravamento da crise geopolítica.
Nos mercados internacionais, as ações de fabricantes de chips e empresas de inteligência artificial registraram queda, em meio à aversão ao risco global. O conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã aumentou as preocupações com possíveis interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, rota essencial para exportação de petróleo, elevando os preços da energia.
Resumo dos principais efeitos do conflito entre EUA e Irã no mercado
- Alta do dólar frente ao real e outras moedas emergentes;
- Disparada dos preços do petróleo Brent e WTI, ambos com valorização próxima de 16% na semana;
- Pressão sobre ações brasileiras dos setores financeiro, varejo, construção e educação;
- Alívio parcial para o real devido ao aumento do preço do petróleo, essencial para a balança comercial do Brasil;
- Reforço na busca por ativos seguros em meio à incerteza geopolítica global.
