Dino inicia investigação sobre emendas destinadas a filme sobre Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do supremo tribunal federal, autorizou a abertura de uma investigação sobre o uso de emendas parlamentares para financiar projetos culturais, incluindo o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O caso, que faz parte de um processo que monitora a distribuição e execução de emendas em todo o Brasil, agora seguirá em sigilo.
Suspeitas levantadas
Os deputados federais Tábata Amaral (psb-SP) e Henrique Vieira (psol-RJ) apresentaram ofícios que indicam a existência de um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”, composto por associações e empresas que compartilham o mesmo endereço, infraestrutura e gestão, sugerindo uma “aparente unidade de comando”.
A petição também sugere que parte dos recursos públicos pode ter sido utilizada indiretamente para financiar o filme, afirmando que o dinheiro público “pode estar conferindo lastro indireto ao custeio da produção cinematográfica privada”.
Intimações em andamento
Em razão das investigações, membros do PL, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio, foram convocados a esclarecer a destinação das emendas. O deputado federal e produtor executivo Mário Frias (PL-RJ) está sendo buscado para ser intimado há mais de um mês, mas ainda não foi localizado pelo oficial de Justiça.
Desdobramentos recentes
A decisão de Dino ocorreu poucos dias após o jornal The Intercept Brasil divulgar um áudio entre o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, em que discutem a possibilidade de um aporte milionário para a produção do filme. Essa informação foi posteriormente confirmada por Flávio, Frias e pela produtora responsável pelo projeto.
