Alcolumbre responde a Valdemar e o classifica como “mitômano”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), expressou estar “estarrecido” com as recentes declarações do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto. Em uma sessão deliberativa, Alcolumbre criticou Costa Neto, chamando-o de “mitômano”, em resposta a afirmações sobre um suposto acordo para a revogação de vetos ao PL da Dosimetria em troca da não instalação de uma CPI do Banco Master.

Alcolumbre afirmou que estava chocado com as falas de Costa Neto, que, segundo ele, distorcem a verdade. “Não me manifestei até agora devido às inúmeras ofensas e mentiras que algumas pessoas acreditam ser verdadeiras. Isso é uma doença. Chama-se mitomania. A pessoa que mente repetidamente e acredita em suas próprias mentiras”, declarou o presidente do Senado.

Ele ainda ressaltou que nunca discutiu com Valdemar Costa Neto sobre a votação dos vetos relacionados à dosimetria ou sobre a CPI do Banco Master. “Eu nunca, em hipótese alguma, tratei com Valdemar Costa Neto sobre este assunto”, disse Alcolumbre.

Contexto das Declarações

As declarações de Davi Alcolumbre surgem após uma entrevista de Valdemar Costa Neto ao programa “Canal Livre”, da Band, que ganhou destaque nas redes sociais. Durante a entrevista, Costa Neto mencionou que teria proposto um acordo para que o veto ao projeto da Dosimetria fosse derrubado, em troca da não criação da CPI do Banco Master. “Eu tive uma proposta essa semana, mas não posso fazer. Conversei com Rogério Marinho: eles desejam votar a dosimetria desde que a CPI do Banco Master não ocorra no Senado”, afirmou Costa Neto, indicando que Alcolumbre estaria entre os interessados.

PL da Dosimetria

O veto presidencial, designado como Veto 3/2026, impede que a proposta entre em vigor. O projeto, que foi aprovado pelo Congresso em dezembro passado, visa reduzir as penas de condenados por ações relacionadas a tentativas de golpe de Estado ocorridas em 2022 e 2023. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou sua decisão de vetar a medida, afirmando que não sancionaria leis que minimizam crimes contra a democracia.

Senadores próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm pressionado pela análise do veto, mas a decisão ainda depende de votação no Congresso Nacional, e não há previsão para que o assunto seja colocado em pauta.

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