Bruno Dantas antecipa aposentadoria do TCU e impulsiona candidatura de Rodrigo Pacheco
O ministro Bruno Dantas anunciou que antecipará sua aposentadoria do Tribunal de Contas da União (TCU), cargo que poderia ocupar até 2053. Aos 48 anos, ele deve deixar a corte nos próximos dias e iniciar atuação na iniciativa privada.
Fontes próximas indicam que Dantas mantém conversas com três empresas, incluindo um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos, e a Avibras, empresa da indústria de defesa adquirida pela J&F.
A saída do ministro movimenta o Congresso Nacional, já que ele foi indicado pelo Senado. Parlamentares articulam a nomeação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que anunciou a desistência da reeleição ao Senado em 2026.
Advogado, Pacheco conta com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e é considerado bem avaliado no TCU. Inicialmente, Alcolumbre defendia sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, mas o presidente Lula optou por Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado.
Entretanto, a possível indicação de Pacheco enfrenta resistência por parte de senadores que defendem maior representação feminina no TCU, que atualmente é composto por nove homens. Desde sua criação em 1893, apenas duas mulheres foram ministras da corte.
Bruno Dantas integra o TCU desde 2014, indicado pelo Senado, e presidiu o tribunal até 2025. Em junho, outro ministro, Augusto Nardes, anunciou saída antecipada, cabendo à Câmara dos Deputados escolher seu sucessor.
