EUA sancionam grupos de esquerda ligados à causa palestina em nova ofensiva contra terrorismo político
O governo dos Estados Unidos anunciou, em 26 de agosto de 2026, sanções contra três organizações consideradas integrantes de redes terroristas violentas de extrema-esquerda. A medida atinge a britânica Palestine Action, o coletivo italiano Autistici/Inventati e a rede transnacional Masar Badil, além de dois dos seus dirigentes, Rawa Alsagheer e Zaid Abdulnasser.
A ação foi realizada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, vinculado ao Departamento do Tesouro, com base na Ordem Executiva 13224, que autoriza sanções relacionadas ao terrorismo. Com as designações, os bens das entidades e pessoas afetadas que estiverem nos Estados Unidos ou sob controle de norte-americanos ficam bloqueados, e pessoas sujeitas à legislação dos EUA têm, em geral, impedimento para realizar transações com os alvos.
A Casa Branca afirmou que a medida busca interromper estruturas financeiras e redes internacionais usadas pelas organizações. Instituições financeiras estrangeiras também podem sofrer sanções secundárias caso façam transações envolvendo os grupos designados.
Palestine Action atua como movimento de ação direta em defesa da causa palestina, reivindicando o fim da guerra na Faixa de Gaza, embargo de armas e sanções britânicas contra Israel. O grupo já havia sido proibido no Reino Unido em julho de 2025, quando passou a ser listado como organização terrorista naquele país.
Na Itália, o Autistici/Inventati oferece infraestrutura digital, como hospedagem de sites, e-mails criptografados e plataformas de comunicação para grupos de esquerda. Segundo o governo dos EUA, esses recursos teriam sido usados por grupos extremistas violentos de esquerda para organizar ações e coordenar atividades.
Masar Badil é uma rede transnacional ligada à causa palestina. Washington relaciona a organização à Samidoun, rede de solidariedade a presos palestinos já sancionada pelos EUA e Canadá, e à Frente Popular para a Libertação da Palestina, considerada terrorista pelos Estados Unidos. Por isso, seus dirigentes Alsagheer e Abdulnasser também foram designados.
Estas sanções integram uma política ampliada do governo de Donald Trump contra o terrorismo político de extrema-esquerda. Em julho, autoridades americanas realizaram reunião ministerial para discutir o ressurgimento do terrorismo político e promover ações para identificar e bloquear redes internacionais associadas a esse tipo de violência. Organizações antifascistas e grupos anarquistas europeus também foram alvo desta ofensiva.
A Casa Branca considera que redes violentas de extrema-esquerda representam risco aos Estados Unidos e seus aliados.
