Renan Santos critica Flávio, chamando-o de “ladrão” e representante da “direita corrupta”
Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência pelo novo partido Missão, fez declarações contundentes sobre o senador Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira, 19 de março de 2026. Durante uma entrevista após a filiação de Kim Kataguiri à nova legenda, em São Paulo, Santos classificou o senador como “um ladrão”, destacando uma clara divisão entre as correntes da direita brasileira.
Divisão na Direita Brasileira
Em sua fala, Renan afirmou que “existe a direita que apoia a corrupção, representada por Flávio Bolsonaro, e a direita que se envergonha disso, que é a nossa”. As acusações contra o senador foram diretas e agressivas, com Santos prometendo que provará suas alegações. “O Flávio é um ladrão, e eu vou mostrar para eles que ele é um ladrão”, afirmou.
O pré-candidato também se posicionou em relação à sua competitividade nas eleições, assegurando que é mais capacitado que seus adversários. “Sou uma pessoa mais inteligente que os outros pré-candidatos, com muita vantagem. Sou uma pessoa idônea, eles não são”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de apoiar outro candidato de direita no segundo turno, Renan descartou essa hipótese, afirmando que não planeja entrar em uma disputa para perder. “Eu não vou entrar numa guerra para perder. Eu vou trabalhar só para ganhar”, destacou.
Estratégia e Presença entre os Jovens
Renan Santos enfatizou que sua estratégia eleitoral envolve contato direto com os eleitores, por meio de viagens e entrevistas. Ele acredita que já possui uma base significativa entre os jovens e que, à medida que se torna mais conhecido, essa base tende a crescer. “No dia que todo mundo me conhecer, eu vou atropelar eles”, afirmou. Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que o pré-candidato alcançou 10% das intenções de voto entre a geração Z, embora sua taxa geral de apoio não ultrapasse 3%.
Trajetória Política
Renan Santos começou sua jornada política em 2014 como um dos fundadores do MBL, ao lado de figuras como Alexandre Santos, Kim Kataguiri, Frederico Rahu e Gabriel Calamari, liderando manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Atualmente, ele preside o partido Missão e se prepara para a corrida presidencial de 2026. O foco do partido é a geração Z, com a expectativa de aumentar sua relevância entre os jovens.
Ao longo dos anos, o pré-candidato atuou como articulador em alianças e candidaturas em partidos como DEM, Patriota, Podemos e União Brasil. Ele também coordenou a elaboração do “Livro Amarelo”, que reúne as propostas de governo do grupo.
Sobre o Partido Missão
O Missão é o braço político do MBL, oficialmente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no final de 2025, e é a primeira legenda criada no Brasil desde 2019. O partido adota uma proposta liberal, defendendo um Estado enxuto, reformas administrativas e um enfoque rigoroso em segurança pública, conforme delineado no “Livro Amarelo”.
Para as eleições de 2026, o partido planeja lançar candidatos a todas as posições, visando uma representação abrangente em todas as unidades da federação. Renan Santos, como coordenador, é o pré-candidato à presidência e atualmente trabalha em ajustes técnicos no estatuto, conforme exigido pela Justiça Eleitoral, para garantir a participação efetiva nas próximas eleições.
