Haddad busca diálogo com Tebet e Marina sobre São Paulo após saída da Fazenda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada a aliados e a saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prevista para a próxima semana, segundo apurou o Poder360, que confirmou informação inicialmente divulgada pelo jornal O Globo. Antes de oficializar a candidatura, Haddad pretende dedicar um período à organização da campanha e à definição de alianças políticas no estado.
Articulação para chapa no Senado
Haddad planeja ainda conversar com as ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Simone Tebet, do Planejamento, sobre a formação de uma chapa para o Senado por São Paulo. Ambas são consideradas candidatas potenciais, mas dependem de negociações para definir suas filiações partidárias e estratégias eleitorais.
Marina Silva é vista como presença certa na disputa, embora ainda não tenha decidido se concorrerá pelo PT, PSB ou Rede. A ministra afirmou que sua única certeza é não disputar uma vaga de deputada federal. Já Simone Tebet enfrenta o desafio de deixar o MDB e transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo até 4 de abril, caso queira pleitear uma vaga pelo estado. O PSB surge como a alternativa mais viável para Tebet, já que o apoio do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado do governador Tarcísio de Freitas, dificulta sua candidatura pela legenda atual.
Tebet deve deixar o governo federal até 30 de março e condiciona sua decisão política ao apoio de Lula. No PT, a possibilidade de uma chapa com Marina Silva e Simone Tebet para o Senado paulista é considerada a melhor estratégia para fortalecer a coligação.
Disputa pelo Palácio dos Bandeirantes
Fernando Haddad já foi candidato ao governo paulista em 2022, quando alcançou o melhor resultado histórico do PT no estado, com mais de 10,9 milhões de votos no segundo turno, equivalente a 44,73% dos votos válidos. Ainda assim, foi derrotado pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que poderá disputar a reeleição em 2026.
No Partido dos Trabalhadores, a candidatura de Haddad é vista como essencial para consolidar a base eleitoral do presidente Lula no maior colégio eleitoral do país, reforçando a presença do PT e seus aliados em São Paulo.
Sucessão no Ministério da Fazenda
Desde janeiro de 2023, Fernando Haddad ocupa o Ministério da Fazenda, cargo que deve deixar para se dedicar à campanha. O nome indicado para substituí-lo é o de Dario Durigan, secretário-executivo da pasta. Haddad já havia apresentado Durigan a Lula como seu possível sucessor.
Durigan é considerado um nome de confiança, tendo atuado como assessor especial de Haddad na Prefeitura de São Paulo entre 2015 e 2016, além de ter exercido interinamente a chefia do Ministério da Fazenda em algumas ocasiões. A escolha reforça a continuidade da gestão da Fazenda durante o período eleitoral.
