Brasil encerra quarta-feira com a segunda maior taxa real de juros global
O Brasil continuará a registrar a segunda maior taxa real de juros do mundo, mesmo que o Comitê de Política Monetária do Banco Central opte, nesta quarta-feira, 29, por uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, que atualmente está fixada em 14,75% ao ano.
A expectativa predominante no mercado financeiro é que a taxa caia para 14,5%. Se essa previsão se concretizar, será a segunda diminuição consecutiva do índice.
De acordo com um levantamento realizado pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence, o Brasil ocupará a segunda posição no ranking de taxa real de juros. Para calcular essa taxa, considera-se a taxa “a mercado” — que serve como referencial para operações reais — e a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Taxas de juros reais
- Brasil: 9,18% (com corte de 0,25 ponto)
- Rússia: 9,57% (em situação de guerra)
- México: 5,09%
- África do Sul: 4,71%
- Indonésia: 3,31%
Caso a Selic permaneça inalterada, a taxa real do Brasil seria de 9,37%.
