Presidente do Irã se dirige ao povo americano e afirma não ter inimizade com os EUA
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta nesta quarta-feira (1º) endereçada ao povo dos Estados Unidos, onde defende que seu país nunca optou por caminhos de agressão ou colonialismo. Na mensagem, ele destaca que, ao longo de sua história moderna, o Irã sempre se defendeu de invasões e pressões de potências globais, afirmando que “nunca iniciou uma guerra”.
Pezeshkian critica a percepção do Irã como uma ameaça, atribuindo essa visão a interesses políticos e econômicos de líderes poderosos. Ele questiona se as ações bélicas dos Estados Unidos estão realmente atendendo aos interesses do povo americano, ressaltando que não existe justificativa para o “massacre de crianças inocentes” ou para a destruição de infraestrutura essencial, como hospitais.
O presidente iraniano também levanta dúvidas sobre a retórica de “América em primeiro lugar”, usada por Donald Trump, sugerindo que o líder americano pode estar enganando seus cidadãos. Segundo ele, as decisões bélicas dos EUA refletem uma escolha entre “confronto e engajamento”, e o desfecho do conflito terá repercussões por gerações.
“Em sua longa e orgulhosa história, o Irã sobreviveu a muitos agressores. O que restou deles são apenas nomes manchados na história, enquanto o Irã permanece resiliente e digno”, conclui Pezeshkian.
Discurso de Trump
Em resposta ao contexto do conflito, Donald Trump fará um pronunciamento à nação nesta quarta-feira, em sua primeira declaração em horário nobre desde o início das hostilidades com o Irã. A Casa Branca não forneceu muitos detalhes sobre o discurso, que ocorre após Trump afirmar que o Irã deseja um “cessar-fogo”.
“Acabei de receber uma solicitação do presidente iraniano para um CESSAR-FOGO!”, publicou Trump em sua plataforma, Truth Social. Ele acrescentou que consideraria essa proposta quando o Estreito de Ormuz estivesse “aberto, livre e desobstruído”.
No entanto, o Irã rapidamente negou a afirmação de Trump, com a Guarda Revolucionária do país assegurando que o estreito, uma rota crucial para o transporte de petróleo, permanecerá fechado para países que considera “inimigos”.
Nos últimos dias, Trump insinuou que a guerra poderia ter um fim em “duas ou três semanas”, afirmando que os Estados Unidos já teriam alcançado a maior parte de seus objetivos no conflito.
