Brasileiro deportado por ordem de Milei é ativista pró-Palestina e amigo de Greta
Thiago Ávila, ativista humanitário conhecido por seu trabalho em defesa dos direitos dos palestinos, foi detido nesta terça-feira (31) em Buenos Aires. Desde 2006, ele tem se dedicado a projetos sociais na Faixa de Gaza e é reconhecido globalmente por suas missões humanitárias.
Nascido em Brasília, Ávila, de 39 anos, possui formação em Comunicação Social. Ao longo de sua trajetória, ele tem liderado e colaborado com movimentos sociais não apenas na Palestina, mas também em países como Líbano, Venezuela, México e Cuba. Ele é casado com Lara Souza, que também atua como ativista, e juntos têm uma filha de quase dois anos, chamada Teresa.
Em sua conta no Instagram, o ativista se descreve como organizador de ações coletivas para romper o cerco israelense a Gaza e facilitar um corredor marítimo humanitário. Além disso, Ávila é internacionalista e socioambientalista, atuando como um dos dirigentes da Global Sumud Flotilla. Esse movimento reúne humanitários, médicos, estudantes e sindicalistas de diversas partes do mundo, unidos em prol da dignidade humana e do direito internacional.
Ávila também é fundador do Movimento Bem Viver, que busca promover uma revolução ecossocialista e práticas de regeneração de biomas brasileiros. Durante a pandemia de Covid-19, ele organizou um mutirão que arrecadou R$ 450 mil, permitindo a distribuição de mais de seis mil cestas básicas para comunidades vulneráveis em diversos estados do Brasil.
Em 2022, o ativista se lançou como candidato a deputado federal pelo psol no Distrito Federal e tem participado de várias candidaturas coletivas pelo partido. Com mais de um milhão de seguidores no Instagram, Thiago utiliza a plataforma para denunciar injustiças e divulgar suas iniciativas em prol dos necessitados, especialmente os afetados na Faixa de Gaza.
Em junho de 2025, ele já havia sido detido em Israel, após a interceptação do barco Madeleine, parte da ‘Flotilha da Liberdade’, que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. Após alguns dias, foi liberado e deportado ao Brasil. Notavelmente, a ativista sueca Greta Thunberg também estava envolvida na mesma ação.
Na recente detenção em Buenos Aires, Ávila, sua esposa e filha foram separados. O ativista recusou-se a embarcar em um voo de deportação para o Brasil, conforme determinação do presidente argentino, Javier Milei. Ele estava no país com o objetivo de divulgar as atividades da Global Sumud Flotilla.
Após negociações, Thiago foi levado ao Aeroporto de Ezeiza, de onde partirá para Barcelona nesta quarta-feira (1º), em uma viagem que já estava programada.
