Peru realiza eleições presidenciais com 35 candidatos na disputa
Eleições no Peru
O Peru se prepara para um momento decisivo neste domingo (12), quando mais de 27 milhões de eleitores irão às urnas para escolher um novo presidente. A eleição, que também marca o retorno da escolha de deputados e senadores, conta com um número recorde de 35 candidatos, refletindo a alta fragmentação do cenário político.
Candidata em destaque
Entre os principais concorrentes, Keiko Fujimori se destaca, liderando as intenções de voto com aproximadamente 15%, conforme as pesquisas mais recentes. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela tenta a presidência pela quarta vez, buscando reverter derrotas anteriores em segundos turnos.
Durante a campanha, Keiko enfatizou a necessidade de ações rigorosas contra a criminalidade, incluindo a expulsão de imigrantes em situação irregular, e prometeu “recuperar a ordem” nos primeiros 100 dias de seu governo. Além disso, a candidata manifestou a intenção de estreitar laços com os Estados Unidos e atrair mais investimentos estrangeiros para o país.
Alinhamento internacional
A proposta de Keiko está alinhada com o crescimento de lideranças conservadoras na América Latina, como Javier Milei, José Antonio Kast, Daniel Noboa e Rodrigo Paz. Segundo ela, a região vive um momento de transformação política voltada para a segurança, liberdade econômica e atração de investimentos.
Contexto econômico
As eleições ocorrem em um cenário de intensa disputa de influência entre potências globais. A China se destaca como o principal parceiro comercial de muitos países latino-americanos, incluindo o Peru, que ocupa a segunda posição em termos de investimentos chineses na região, atrás apenas do Brasil.
Diversidade de candidatos
Além de Keiko, a eleição é marcada pela presença de candidatos de perfis variados, como um comediante, um empresário milionário, um político centenário e um representante ligado ao ex-presidente Pedro Castillo. Essa diversidade reforça a fragmentação e a incerteza que caracterizam este pleito.
Com a expectativa de um segundo turno em junho, o cenário eleitoral se torna ainda mais imprevisível, colocando em evidência a necessidade de um novo direcionamento político para o país.
