Mergulhadores nas Maldivas: investigação aponta erros de rota e falhas de equipamento na tragédia

Cinco mergulhadores italianos faleceram nas Maldivas no dia 14 de maio após um trágico acidente durante uma atividade de scooby diving, que permite a exploração subaquática com equipamentos de respiração autônomos. As informações foram divulgadas pela BBC.

A polícia local relatou que as condições do mar estavam complicadas na área, situada a aproximadamente 100 km ao sul da capital, Malé. Um alerta amarelo foi emitido para embarcações de passageiros e pescadores. O grupo de mergulhadores entrou na água pela manhã, e a tripulação da embarcação em que estavam notou a ausência deles quando não retornaram à superfície.

Conforme informações da CBS News, os mergulhadores teriam se perdido ao escolher o túnel errado enquanto tentavam sair da caverna que estavam explorando. A afirmação foi confirmada por Laura Marroni, CEO da empresa que recuperou os corpos.

Durante as operações de resgate, um mergulhador local, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, também perdeu a vida em decorrência das dificuldades enfrentadas nas buscas.

Acidentes raros

Embora acidentes de mergulho e snorkel sejam considerados raros nas Maldivas, a região registrou várias fatalidades nos últimos anos, de acordo com a BBC.

Detalhes do acidente

O jornal italiano La Repubblica informou que o sistema de câmaras nos túneis da caverna possui uma primeira câmara conectada a uma segunda por um corredor de cerca de 30 metros. A entrada da segunda câmara é oculta por um banco de areia, logo acima da qual está a entrada para uma terceira câmara, que é um beco sem saída.

Os corpos encontrados foram identificados como:

  • Monica Montefalcone, 52 anos
  • Giorgia Sommacal, 20 anos
  • Muriel Oddenino, 31 anos
  • Federico Gualtieri, 31 anos

O instrutor de mergulho e gerente de operações da embarcação, Gianluca Benedetti, de 44 anos, também foi localizado próximo à entrada da terceira câmara.

O grupo aparentemente entrou na terceira câmara por engano e, ao perceber que não havia saída, entrou em pânico ao se dar conta da escassez de oxigênio. Essa conclusão foi feita por mergulhadores finlandeses da organização de pesquisa DAN Europe, que auxiliaram nas buscas.

Laura Marroni comentou sobre a situação: “Não havia saída por aquele caminho.” Ela acrescentou que, se o grupo realmente se perdeu, o retorno teria sido extremamente desafiador, especialmente com a quantidade limitada de ar disponível. “Estamos falando de 10 minutos, talvez até menos”, afirmou. A CEO destacou que o uso de cilindros de oxigênio padrão de 12 litros não é adequado para mergulhos em profundidades superiores a 30 metros, o que agrava a situação em caso de emergência.

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