Eduardo diz que PCC e CV poderão ser combatidos como Bin Laden após decisão dos EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (28), a inclusão das facções brasileiras comando vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas, com efeito a partir de 5 de junho de 2026.
A decisão qualifica esses grupos como “terroristas globais especialmente designados” (SDGTs) e “organizações terroristas estrangeiras” (FTOs), segundo informações divulgadas pelo governo norte-americano. A classificação foi feita com base na Ordem Executiva número 13.244, promulgada em 23 de setembro de 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro.
Classificação e Implicações
A designação é realizada em conjunto pelos departamentos de Estado e do Tesouro. A Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA determina que grupos com esse status cometeram ou têm potencial para praticar atos de terrorismo. Além disso, indivíduos ou organizações que prestarem apoio a esses grupos também podem ser incluídos na lista.
Para que uma organização seja classificada como Organização Terrorista Estrangeira, conforme a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade de 1965, é necessário que:
- Seja de origem estrangeira;
- Esteja envolvida em atividades consideradas terroristas segundo a legislação americana;
- Suas ações representem uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
Reação das Autoridades
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro celebrou a decisão dos EUA, afirmando que a medida dificultará as movimentações financeiras das facções. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ele comentou: “Agora será muito mais complicado para eles realizarem transações financeiras, e poderão ser combatidos como Bin Laden foi”. Ele ainda agradeceu a figuras políticas americanas, como Donald Trump, Marco Rubio e J.D. Vance, pela iniciativa.
Monitoramento e Responsabilidades
O monitoramento das organizações terroristas é realizado pelo Escritório de Contraterrorismo e Combate ao Extremismo Violento do Departamento de Estado. A classificação não apenas impacta a atuação dos grupos no Brasil, mas também poderá influenciar suas operações internacionais, dificultando o financiamento e a logística de suas atividades.
A inclusão do PCC e do CV na lista de terroristas reafirma a crescente preocupação dos Estados Unidos com a influência e as operações de facções criminosas brasileiras, que têm se mostrado cada vez mais transnacionais.
