Moraes mantém inquérito contra Geddel por lavagem de dinheiro
O ministro do supremo tribunal federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou na quarta-feira, 22, um pedido para arquivar um inquérito que investiga o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, Lúcio Vieira Lima. A apuração se concentra na suposta lavagem de dinheiro, que envolve a simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola destinado à propriedade da família, bem como a simulação de transações de compra e venda de gado.
Em 2019, quando Geddel não ocupava mais um cargo público, Moraes decidiu remeter o caso à Justiça Federal do Distrito Federal, seguindo a interpretação do STF sobre o foro privilegiado na época. Contudo, com a alteração promovida pela Corte em 2025 sobre a abrangência do foro, o ministro determinou que o processo retornasse à sua jurisdição.
Geddel, Lúcio e outros envolvidos solicitaram o arquivamento do inquérito, argumentando que ele é um desdobramento da Operação Cui Bono, que já foi considerada nula pelo tribunal regional federal da 1ª Região (TRF-1) e possui trânsito em julgado.
Investigação em andamento
Ao desconsiderar o pedido, Moraes enfatizou que a investigação segue seu curso normal, com várias diligências já realizadas e um relatório apresentado pela Polícia Federal. Segundo o ministro, encerrar o inquérito neste momento seria “absolutamente prematuro”.
Ele também destacou que os autos do processo estão sob a responsabilidade do Ministério Público Federal, que poderá, se necessário, apresentar denúncias contra os envolvidos. “Além disso, é importante ressaltar que não cabe aos investigados determinar a condução da atividade investigativa”, afirmou Moraes.
