Trump sugere possibilidade de visita a Cuba após tensões com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou nesta segunda-feira (13) intenções de intensificar a pressão sobre Cuba, afirmando que o país pode ser um foco de atenção após a resolução das tensões atuais com o Irã. Essa declaração surge em um contexto de crescente atrito entre os dois países, que se agravou em janeiro com a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
A resposta cubana não tardou. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reafirmou sua determinação em permanecer no cargo, desconsiderando as pressões exercidas pela administração de Trump. Em uma entrevista a uma emissora americana, Díaz-Canel deixou claro que o futuro político de Cuba será decidido exclusivamente pelos cubanos e que nenhum governo estrangeiro tem autoridade para influenciar mudanças internas.
No domingo, o líder cubano reiterou que não há necessidade de alterações no governo de Cuba. Ele destacou: “A pessoa que está na liderança em Cuba não é eleita pelo governo dos EUA. Não tem um mandato do governo dos EUA.” Além disso, enfatizou a soberania do país, afirmando: “Temos um Estado soberano livre. Temos autodeterminação e independência. Não estamos sujeitos ao desejo dos EUA.”
Após um período em que a política externa de Washington estava centrada nas tensões com o Irã, Cuba voltou a ser uma prioridade na agenda de Trump. O governo republicano está reavaliando sua estratégia, buscando retomar a ofensiva diplomática e econômica contra o regime cubano. Essa movimentação é vista por analistas como uma tentativa de direcionar a atenção da mídia e reafirmar a posição dos EUA no cenário internacional.
Com informações da Reuters.
