Trump afirma que Irã se aproxima de acordo para pôr fim à guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo em relação à possibilidade de um acordo com o Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Durante uma entrevista à CBS, realizada no último sábado (23), Trump afirmou que o país está “cada vez mais perto” de aceitar um entendimento, mas também alertou que, se as negociações não avançarem, o Irã enfrentará um “golpe tão severo” quanto os que já foram impostos a outras nações.
Apesar do tom esperançoso, o presidente adotou uma postura cautelosa em uma conversa com o portal Axios, onde avaliou em 50% a probabilidade de um resultado positivo nas negociações.
Simultaneamente, o governo iraniano anunciou que está finalizando um “acordo-quadro” de 14 pontos com os Estados Unidos, embora tenha destacado a existência de “divergências significativas” que ainda impedem a assinatura do documento.
Movimentação diplomática
A intensa atividade diplomática envolve altos funcionários do governo e aliados regionais. O secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou durante uma visita à Índia que “pode haver notícias ainda hoje”. Além disso, o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, permanece em Teerã atuando como mediador nas discussões.
Na agenda de Trump para o dia, estão previstos telefonemas com líderes do Golfo e uma reunião estratégica com o vice-presidente JD Vance e os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner.
Contexto crítico
A urgência das negociações se intensifica em um momento delicado, com o conflito já se estendendo por 13 semanas. Rumores indicam que a Casa Branca estaria considerando uma nova rodada de ataques militares contra o Irã. Em decorrência da gravidade da situação, Trump cancelou sua participação no casamento de seu filho, justificando a ausência como uma “circunstância relacionada ao governo”.
