Robô humanoide conquista meia-maratona na China e estabelece novo recorde mundial
Um robô humanoide fez história ao vencer uma meia-maratona para robôs em Pequim, completando a prova de 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos. O feito, realizado neste domingo (19), superou a marca do recordista mundial humano, o ugandense Jacob Kiplimo, que havia completado a mesma distância em cerca de 57 minutos durante uma competição em Lisboa, em março.
Desenvolvido pela Honor, empresa chinesa de tecnologia, o robô demonstrou avanços significativos em relação à edição anterior do evento, realizada em 2025, quando o vencedor humano terminou a prova em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos. A competição ocorreu simultaneamente a uma corrida para atletas humanos, mas não foi isenta de contratempos; um robô caiu logo na largada e outro colidiu com uma barreira.
Desempenho tecnológico
Du Xiaodi, engenheiro de testes e desenvolvimento da Honor, expressou satisfação com o resultado. Ele explicou que o design do robô foi inspirado em atletas humanos de alto desempenho, apresentando pernas longas de cerca de 95 centímetros e um sofisticado sistema de refrigeração líquida, desenvolvido em grande parte pela equipe interna. “No futuro, algumas dessas tecnologias podem ser adaptadas para outras áreas. A confiabilidade estrutural e a tecnologia de refrigeração líquida, por exemplo, podem ser aplicadas em cenários industriais”, destacou Du.
O entusiasmo do público foi palpável, com espectadores se mostrando impressionados com o desempenho dos robôs. Sun Zhigang, que assistiu à corrida com seu filho, comentou: “Sinto mudanças enormes neste ano. É a primeira vez que robôs superam humanos, algo que eu nunca imaginei.” Wang Wen, que também esteve presente no evento, afirmou que os robôs conseguiram roubar parte do destaque dos corredores humanos, insinuando a possibilidade de uma “nova era” nas competições.
O evento ressalta não apenas os avanços na robótica, mas também o crescente interesse por parte do público, que se anima com as inovações tecnológicas. Embora a comercialização em larga escala de robôs humanoides ainda esteja distante, o sucesso da competição em Pequim sinaliza um futuro promissor para a integração de tecnologia em esportes e outras áreas.
