Preço do petróleo despenca mais de 10% com reabertura do Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo enfrentaram uma queda significativa, superando 10% nesta sexta-feira (17), atingindo o menor nível desde março. Essa desvalorização se deu após declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, que anunciou a reabertura da passagem para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram US$ 10,38, ou 10,5%, estabelecendo-se em US$ 88,95 por barril. Já os contratos do West Texas Intermediate dos Estados Unidos recuaram US$ 10,50, ou 11%, para US$ 84,28 o barril, com uma mínima de US$ 83 sendo registrada.
Níveis mais baixos desde março
Ambos os tipos de petróleo estão sendo negociados nos valores mais baixos desde 11 de março. Giovanni Staunovo, analista do UBS, comentou sobre a situação: “As declarações do ministro indicam uma desescalada enquanto o cessar-fogo estiver em vigor. Agora, precisamos observar se o número de navios-tanque atravessando o estreito aumenta consideravelmente.”
A queda nos preços já havia começado anteriormente, impulsionada por expectativas de novas negociações entre os EUA e o Irã e um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, que geraram esperanças de que a guerra no Oriente Médio estivesse se aproximando do fim.
Possível acordo em vista
O presidente dos EUA, Donald Trump, se manifestou sobre um ponto de discórdia nas negociações, afirmando que Teerã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos. “Vamos ver o que acontece. Mas acredito que estamos muito próximos de alcançar um acordo com o Irã”, declarou Trump a jornalistas na quinta-feira (16).
Uma fonte do governo americano informou à Reuters que, apesar do anúncio sobre a abertura do estreito, um bloqueio militar do Irã, envolvendo mais de 10.000 pessoas, ainda está em vigor.
Impacto no mercado europeu
Embora a reabertura do estreito represente um avanço, o analista Ole Hvalbye, da SEB Research, destacou que o mercado europeu continuará enfrentando dificuldades por algum tempo. Segundo ele, a travessia dos navios do Golfo Pérsico até Roterdã, o principal porto de petróleo da região, leva cerca de 21 dias.
