OMS classifica passageiros de cruzeiro com hantavírus como ‘alto risco’
Passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius devem ser monitorados por um período de 42 dias após o desembarque, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida foi anunciada devido a um surto de hantavírus registrado a bordo da embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril.
A OMS classificou todos os ocupantes do navio como “contatos de alto risco”. Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias da entidade, destacou que é fundamental realizar um acompanhamento ativo dos passageiros e da tripulação durante o período estipulado. “Recomendamos um monitoramento contínuo para garantir a saúde de todos os envolvidos”, afirmou.
Embora a situação exija vigilância, Van Kerkhove enfatizou que o risco para a população em geral, e especialmente para os residentes das Ilhas Canárias, onde o cruzeiro deve atracar neste domingo, permanece “baixo”.
O que é o hantavírus?
Segundo o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma doença viral aguda que, no Brasil, se apresenta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave que pode afetar os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus é da família Hantaviridae e os principais reservatórios são roedores silvestres, que excretam o agente infeccioso por meio de urina, fezes e saliva, sem apresentar sintomas.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de aerossóis contaminados oriundos das excretas dos roedores. Também pode acontecer através do contato direto com mucosas, como olhos, boca e nariz, ou por ferimentos na pele e mordidas.
Embora a transmissão entre humanos seja rara, já foram registrados casos em países como Argentina e Chile, relacionados a uma variante específica do vírus.
