Netanyahu determina negociação urgente com o Líbano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (9) que deu instruções ao seu gabinete para o início imediato de negociações diretas com o Líbano, com ênfase no desarmamento do Hezbollah, grupo islâmico vinculado ao Irã.
Netanyahu declarou em suas redes sociais: “Após repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí o gabinete a avançar o mais rápido possível.” Ele acrescentou que as discussões terão como foco o desarmamento do Hezbollah e a construção de relações pacíficas entre os dois países.
Reação do Líbano
O primeiro-ministro elogiou o anúncio do governo libanês, que proibiu a posse de armas por grupos não estatais em Beirute. Essa decisão foi tomada após uma série de ataques aéreos israelenses direcionados a alvos do Hezbollah. Fontes da mídia local informaram que as negociações do lado israelense serão conduzidas pelo embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter. Um funcionário libanês, contatado pela AFP, não quis comentar sobre o assunto.
Conflito em andamento
O Hezbollah se envolveu na guerra do Oriente Médio em 2 de março, após uma ofensiva israelense-americana contra o Irã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Israel lançou uma ampla campanha de ataques aéreos em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.
Em 9 de março, o presidente libanês, Josef Aoun, sugeriu uma “trégua completa” com Israel, manifestando apoio a negociações diretas mediadas internacionalmente, considerando que os dois países estão tecnicamente em guerra desde 1948. O cessar-fogo estabelecido após o último conflito entre Israel e o Hezbollah, em 2023, previa o desarmamento do grupo xiita e a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. Beirute havia se comprometido a desarmar o Hezbollah, o único grupo que manteve suas armas após o término da Guerra Civil Libanesa (1975-1990).
Acordo de cessar-fogo
Um novo acordo de cessar-fogo foi firmado na quarta-feira (8) entre o Irã e os Estados Unidos, mas Israel afirma que esse entendimento não se aplica ao Líbano. A comunidade internacional expressa preocupações de que a continuidade dos ataques aéreos israelenses possa prejudicar o frágil equilíbrio já alcançado na região.
