Netanyahu declara que conflito persiste, mesmo após reação do Irã aos EUA
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã deve retirar seu urânio enriquecido, enfatizando que a guerra na região ainda não acabou. A declaração ocorreu após o país islâmico enviar sua resposta a uma proposta dos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Desde a implementação de um cessar-fogo em 8 de abril, as negociações para uma solução duradoura não avançaram. O conflito, que teve início com um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos ao Irã em 28 de fevereiro, resultou em milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, e causou instabilidade na economia global, especialmente no setor de energia.
A agência de notícias oficial do Irã, Irna, informou que a resposta do país, mediada pelo Paquistão, foca na busca de uma solução pacífica e na garantia da segurança marítima no Golfo e no Estreito de Ormuz. Até o momento, os Estados Unidos não se pronunciaram sobre o assunto.
Em uma entrevista divulgada recentemente, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que precisaria de apenas duas semanas para atacar alvos remanescentes no Irã, alegando que o país já está derrotado militarmente. “Eles podem não perceber, mas acredito que sabem”, disse Trump.
Continuação do conflito
Netanyahu reforçou que a guerra com o Irã “não terminou”, destacando a necessidade de desmantelar as instalações de enriquecimento nuclear e retirar o urânio enriquecido do país.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações no Golfo, afirmando que a moderação iraniana chegou ao fim. “Qualquer ataque contra nossas embarcações resultará em uma resposta forte e decisiva”, declarou.
Neste domingo, vários alvos no Golfo foram atacados, incluindo um cargueiro que se dirigia ao Catar. O Ministério da Defesa do Catar confirmou que um drone atingiu um navio que chegava de Abu Dhabi. A agência britânica de segurança marítima, UKMTO, relatou que o cargueiro foi atingido por um projétil desconhecido, sem vítimas registradas. A Fars, agência iraniana, informou que o navio atingido estava sob bandeira americana e pertencia aos Estados Unidos.
Os Emirados Árabes Unidos também acusaram o Irã de um ataque em seu território, enquanto o Kuwait relatou uma tentativa de ataque que foi neutralizada.
Ameaças a aliados
O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que seu país não considerou um destacamento militar no Estreito de Ormuz, ressaltando que seu plano é uma missão de segurança colaborativa com o Irã. Esta declaração surgiu após o Irã advertir a França e o Reino Unido sobre uma resposta severa caso navios de guerra fossem enviados à região.
No Irã, o comandante militar Ali Abdollahi se reuniu com o líder supremo Mojtaba Khamenei, recebendo novas diretrizes para as operações em andamento. A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou atacar interesses americanos no Oriente Médio se seus petroleiros fossem atacados, referindo-se a um incidente recente onde um caça americano disparou contra dois navios de bandeira iraniana.
No Líbano, apesar do cessar-fogo, o Ministério da Saúde informou que dois paramédicos do Hezbollah foram mortos e outros cinco feridos durante bombardeios israelenses.
