Mais de 20 países se mobilizam para desbloquear Ormuz após declarações de Trump sobre aliados
Um grupo de 22 países, predominantemente da Europa, manifestou sua disposição em garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio de petróleo. A declaração ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar os aliados da Otan por não oferecerem suporte para reabrir essa passagem vital.
Prontidão para agir
“Estamos prontos para colaborar com os esforços necessários para assegurar uma navegação segura pelo estreito”, afirmaram os representantes desses países, que incluem também os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein. Eles expressaram sua condenação veemente aos recentes ataques do Irã contra embarcações mercantes desarmadas no Golfo, assim como a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás, e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, conforme consta em um comunicado conjunto.
Neste sábado, o Exército dos EUA declarou que a capacidade do Irã de ameaçar a segurança da passagem foi “reduzida” após um ataque a uma instalação subterrânea que armazenava mísseis de cruzeiro. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), destacou que não apenas a instalação foi destruída, mas também locais de apoio de inteligência e repetidores de radar que monitoravam a movimentação dos navios. “A capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito e em suas proximidades foi diminuída em consequência disso, e continuaremos a perseguir esses alvos”, acrescentou Cooper em um vídeo divulgado na plataforma X.
Críticas de Trump aos aliados
Na sexta-feira, Trump chamou os aliados da Otan de “covardes” por não disponibilizarem suas bases para auxiliar os Estados Unidos na contenção do programa nuclear iraniano e na reabertura do Estreito de Ormuz. “Sem os Estados Unidos, a Otan é um tigre de papel”, escreveu o presidente em sua conta no Truth Social. Ele enfatizou que, após a vitória militar na região, os aliados se queixam dos altos preços do petróleo que têm que arcar. “Covardes, e nós lembraremos”, finalizou Trump, que observou um aumento de mais de 50% nos preços do petróleo bruto no último mês, com o barril de Brent superando a marca de 105 dólares.
Na terça-feira (17), o presidente já havia declarado que não necessita da Otan para reabrir o Estreito de Ormuz, afirmando que a maioria dos “aliados” da Otan se mostrou relutante em se envolver na operação militar contra o regime iraniano, que ele classificou de terrorista.
