Lula brinca sobre possível interferência de Trump nas eleições: ‘Me ajudaria’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não se preocupa com uma possível interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras marcadas para outubro. Em entrevista concedida nesta terça-feira (14) a veículos como Brasil 247, Revista Fórum e DCM, Lula ironizou, afirmando que tal interferência poderia até beneficiá-lo.

“Não tenho medo. Isso não me tira o sono. Na verdade, ele me ajudaria muito se fizesse isso”, comentou o presidente. Lula também expressou sua oposição a qualquer tipo de intromissão estrangeira nos processos eleitorais, descrevendo essa prática como uma violação da soberania nacional.

O presidente mencionou que há indícios de que Trump tem se manifestado em disputas eleitorais de outros países, citando exemplos como Honduras e Costa Rica. “O vice dele (JD Vance) foi à Hungria fazer campanha para o (Viktor) Orbán. Tenho visto mensagens do Trump opinar nas eleições de Honduras e Costa Rica. Essa é uma intromissão sem precedentes na soberania de uma nação”, afirmou.

Nesse cenário, Lula criticou também os políticos brasileiros que solicitam intervenção externa, em uma referência indireta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Até agora, ele não fez isso, mas meus adversários têm um filho lá que foi pedir para o Trump intervir no Brasil. Considero isso um erro de comportamento”, declarou.

Críticas a Netanyahu

Na mesma entrevista, Lula se posicionou de forma contundente contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que ele “faz mal à humanidade”. Para o presidente, a postura de Netanyahu complica acordos de paz e desrespeita decisões internacionais. “Estou convencido de que Netanyahu é uma figura fora da linha”, ressaltou.

Lula expressou seu desejo de que haja uma mudança de liderança em Israel. “Sempre espero que o povo de Israel tire o Netanyahu e escolha alguém mais civilizado, democrático e humanista para governar o país”, comentou.

O presidente também revelou que considerou a possibilidade de romper relações diplomáticas com Israel devido à atuação de Netanyahu. “Pensei em romper relações, mas é preciso ter cautela. Não se pode tomar decisões precipitadas que dificultem um retorno”, finalizou.

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