Filme sobre Bolsonaro é classificado pelo Financial Times como uma ‘comédia de erros’
O filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta polêmicas antes mesmo de seu lançamento, segundo o jornal britânico Financial Times. A produção, que tem como protagonista o ator Jim Caviezel, foi marcada por um escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Essa situação impactou negativamente as intenções de voto do parlamentar.
A obra, que narra a ascensão de Bolsonaro, inclui um trecho do trailer em que Caviezel afirma: “Para os estrangeiros, para os ambientalistas, para os pedófilos de Hollywood. Este país não é deles. É nosso”. A estreia do filme foi estrategicamente planejada para coincidir com a campanha presidencial de Flávio, que busca uma vaga enquanto seu pai cumpre pena por tentativa de golpe.
O centro da controvérsia gira em torno de um investimento estimado em US$ 24 milhões que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro, em meio a um colapso do banco devido a alegações de fraudes bilionárias. O senador reconheceu ter se encontrado com o banqueiro no final do ano passado, mas negou qualquer irregularidade. “Fui encontrá-lo para pôr um fim a essa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria procurado outro investidor muito antes”, declarou.
Desempenho eleitoral
Além dos danos à sua imagem, o Financial Times destacou que o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais sofreu uma queda, colocando-o atrás do presidente Lula (PT).
Promoção nos EUA
Apesar das dificuldades, o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, revelou ao jornal que planeja promover o filme nos Estados Unidos. Bannon acredita que a produção pode energizar o público americano e contribuir para a realização de eleições livres e justas, superando o alcance das tradicionais propagandas políticas na televisão.
O roteiro do filme, que vazou recentemente, combina temas religiosos, mensagens antissistema e recriações de eventos reais, como o atentado ao ex-presidente em 2018.
