EUA suspendem principais sanções ao petróleo da Rússia
Os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária, até 16 de maio, da maioria das sanções que recaíam sobre a indústria petrolífera da Rússia. Essa decisão surge em um momento em que o tráfego no Estreito de Ormuz está se normalizando, resultando em uma significativa queda nos preços do petróleo. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA na última sexta-feira (17).
As novas diretrizes abrangem todas as operações relacionadas ao embarque e à entrega de petróleo originário da Rússia, incluindo navios da chamada frota fantasma russa, que estavam anteriormente sujeitos a sanções. Contudo, a proibição de transações com o Irã, Coreia do Norte, Cuba e áreas da Ucrânia ocupadas, como a Crimeia, permanece inalterada.
Em 9 de março, os EUA já haviam sinalizado a intenção de reduzir algumas sanções relacionadas ao petróleo durante a guerra com o Irã. Na ocasião, o então presidente Donald Trump afirmou: “Vamos abrir mão de certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir preços”. Ele acrescentou que as sanções seriam suspensas até que a situação no Estreito de Ormuz fosse normalizada, embora não tenha detalhado quais países seriam beneficiados pela medida.
A suspensão das sanções ocorre paralelamente ao anúncio de Trump, feito na quarta-feira (15), sobre o endurecimento das sanções contra a indústria petrolífera iraniana, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, explicou que “o Departamento do Tesouro está agindo com firmeza por meio da ‘Fúria Econômica’, visando as elites do regime, como a família Shamkhani, que tenta lucrar às custas do povo iraniano”. Essa ação faz parte de uma campanha de pressão financeira contra o Irã, que remete à operação militar americana que deu início à guerra.
A nova política dos EUA reflete uma estratégia complexa em meio a tensões geopolíticas e a necessidade de estabilizar os preços do petróleo em um mercado volátil.
