EUA e Irã negociam acordo enquanto Teerã pede cautela nas interpretações

Os diálogos entre Irã e Estados Unidos sobre um memorando de entendimento continuam em andamento, conforme noticiado pela CBS. As discussões foram reavivadas na manhã deste domingo (31), após o presidente dos EUA, Donald Trump, realizar alterações na proposta na sexta-feira. A versão revisada foi enviada de volta a Teerã para aprovação.

Esta representa a terceira vez que Trump modifica o memorando, que tem sido trocado entre as partes por meio de mediadores. Fontes próximas ao processo indicam que as mudanças realizadas foram significativas, mas os detalhes específicos ainda não foram divulgados.

Diálogo em andamento

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, confirmou à mídia local que as comunicações com Washington estão prosseguindo. Ele alertou que, até que um resultado concreto seja alcançado, não se deve tirar conclusões apressadas. “Atualmente, tudo o que se diz é especulação e não deve ser levado a sério”, afirmou.

Ameaças e negociações

No sábado (30), os Estados Unidos renovaram suas ameaças ao Irã, afirmando que possuem capacidade para reiniciar ações bélicas caso suas “linhas vermelhas” não sejam respeitadas. Fontes em Washington mencionaram uma proposta que inclui uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, embora as negociações ainda estejam estagnadas. Trump declarou em sua rede social que “o Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares” e exigiu a “DESTRUIÇÃO” dos estoques de urânio altamente enriquecido do país.

Reivindicações iranianas

Teerã, por sua vez, exige o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos que estão congelados nos Estados Unidos. A emissora estatal Irib reportou que um esboço “não oficial” do memorando de entendimento inclui a liberação de 12 bilhões de dólares (cerca de R$ 60,7 bilhões) em ativos.

Capacidade militar dos EUA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país está “mais do que capaz” de retomar as hostilidades contra o Irã, se necessário. Durante um fórum em Cingapura, ele destacou que as reservas militares dos EUA são adequadas, tanto localmente quanto globalmente, devido ao equilíbrio entre munições de alta precisão e aquelas mais comuns.

A situação permanece tensa, com ambos os lados buscando um caminho para a resolução do conflito, enquanto as conversas continuam a ser mediadas.

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