Candidaturas femininas no Rio de Janeiro representam apenas um terço do total para 2026
Apesar das mulheres serem maioria entre eleitores, apenas 33,7% das candidaturas no Rio são femininas para as eleições de 2026.
Candidaturas femininas no Rio de Janeiro registraram uma participação de 33,7% entre os 1.437 candidatos oficialmente registrados até 10 de agosto para os cargos de governador, vice, senador, suplentes e deputados.
O dado é resultado da análise dos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e demonstra uma desigualdade na representatividade, considerando que as mulheres são maioria no eleitorado do estado, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Distribuição por gênero nas candidaturas:
para cada mulher candidata, há aproximadamente três homens concorrendo aos mesmos cargos. Essa disparidade indica que o peso feminino ainda é restrito no formato das eleições estaduais e federais no Rio.
Análise por partidos políticos:
somente duas legendas contam com maioria feminina em suas nominatas: o PCdoB, com 57,14% de mulheres, e o PSTU, com 55,56%. A Unidade Popular (UP) alcançou equilíbrio exato, com 50% de candidatas.
Esses números, porém, refletem o volume total menor de candidaturas dessas siglas, o que influencia na proporção percentual. Já os partidos com maiores nominatas apresentam equilíbrio diferente, com variações em seus quadros de candidatas, ainda que o masculino domine na maioria dos casos.
Prazo e atualização dos dados:
os registros das candidaturas seguem abertos até 15 de agosto, período no qual novas informações poderão alterar o contexto das representações de gênero.
Resumo dos dados principais:
- Total de candidaturas registradas: 1.437
- Percentual de mulheres: 33,7%
- Partidos com maioria feminina: PCdoB (57,14%), PSTU (55,56%)
- Partido com paridade exata: Unidade Popular (50%)
- Prazo final para registros: 15 de agosto de 2026
O contexto revela que, apesar da predominância feminina entre os eleitores do Rio de Janeiro, a composição das candidaturas ainda apresenta um desequilíbrio significativo, com maior concentração masculina nos nomes apresentados para as eleições deste ano.
