Apostas online atingem jovens e entram no debate eleitoral

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Pesquisas citadas em coluna apontam adesão de estudantes às bets e risco de transtorno associado ao uso de videogames

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As apostas online passaram a ocupar espaço central no debate eleitoral brasileiro, enquanto pesquisas citadas em uma coluna da VEJA RIO apontam aumento da exposição de jovens às bets e risco de dependência associado também aos videogames.

Segundo o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória para proibir as casas de apostas no Brasil. A mudança, porém, pode levar usuários a plataformas clandestinas, conforme a avaliação apresentada na publicação.

O tema também envolve o futebol. Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), citada na coluna, identificou que os 20 clubes da Série A tinham algum patrocínio de empresas de apostas na temporada de 2025. Em 18 deles, uma casa do setor era a patrocinadora master.

De acordo com a análise, os principais candidatos à Presidência adotam posições distintas. Um grupo defende a manutenção e a ampliação dos jogos de azar, incluindo a possibilidade de liberar cassinos. Outro, após apoiar a regulamentação das apostas com expectativa de arrecadação de impostos, passou a defender a proibição das bets.

Estudantes começam a apostar por volta dos 11 anos

Dados do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas no Brasil (Lenad), conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), indicam que cerca de 11 milhões de brasileiros apresentam padrão de jogo de risco ou problemático. A coluna também afirma que os atendimentos relacionados à dependência na rede pública aumentaram 140% desde a legalização.

O impacto descrito inclui prejuízos financeiros, comprometimento das relações familiares e queda no rendimento no trabalho. Entre os jovens, a situação é apresentada como ainda mais preocupante.

Levantamento da Frente Parlamentar Mista da Educação, com quase 2 mil alunos de 191 escolas de Ensino Fundamental e Médio, apontou que 20% dos estudantes entrevistados já haviam apostado online. Embora as plataformas sejam proibidas para menores de idade, a pesquisa indica que o primeiro contato ocorre, em média, por volta dos 11 anos.

O levantamento também aponta maior adesão entre meninos. Quatro em cada dez estudantes não conseguem identificar se tiveram ganho ou perda nas plataformas, sinal de dificuldade para dimensionar os valores movimentados.

Estudo relaciona jogos e sintomas de depressão

Outro estudo, publicado na revista científica Addictive Behaviors, estimou que cerca de 1,3 milhão de brasileiros com 14 anos ou mais estão em risco de transtorno relacionado ao uso de videogames. O número equivale a quase 1% da população nessa faixa etária.

A estimativa foi baseada em um questionário de rastreamento, e não em diagnósticos clínicos. Participaram 4.856 pessoas, das quais 1.096 haviam jogado no mês anterior. Nesse grupo, 3,4% apresentaram sinais de possível Internet Gaming Disorder (IGD), condição associada à perda de controle, ao abandono de outras atividades e a prejuízos na rotina.

Entre jogadores com sintomas depressivos moderados ou graves, 14,3% apresentaram risco para IGD, ante 1,1% daqueles com sintomas mínimos ou leves. Após considerar idade, gênero, escolaridade, renda, ansiedade e histórico de bullying, o grupo com sintomas depressivos mais intensos teve 8,8 vezes mais chance de estar em risco de IGD.

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