Brasil, Espanha e México solicitam diálogo respeitoso com Cuba sem menção aos EUA
Diálogo com Cuba
Brasil, Espanha e México fizeram um apelo neste sábado (18) para que se mantenha um diálogo “sincero e respeitoso” com Cuba, visando garantir que os cubanos possam decidir seu futuro “em plena liberdade”. A declaração foi emitida por meio de um comunicado conjunto.
Os três países, liderados por governos de esquerda, expressaram preocupação com a “dramática situação” enfrentada pelo povo cubano, que tem sido agravada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos desde janeiro. O comunicado destaca a necessidade de um diálogo “em conformidade” com o direito internacional.
Contexto da reunião
O chamado para essa conversa ocorre durante a IV Reunião em Defesa da Democracia, realizada em Barcelona, onde estão presentes o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e outros líderes internacionais, com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, como anfitrião.
Os três países manifestaram “enorme preocupação” em relação à situação na ilha, a qual classificaram como uma “crise humanitária”. Eles solicitaram a adoção de medidas de alívio e se comprometeram a “aumentar de forma coordenada” a resposta humanitária para melhorar as condições de vida dos cubanos.
Tensões persistentes
As tensões entre Cuba e os Estados Unidos continuam, mesmo com conversas em andamento entre Havana e Washington, confirmadas em março pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, de origem cubano-americana, tem solicitado mudanças políticas significativas na ilha e criticado o governo cubano, caracterizando seus líderes como “incompetentes”.
Além disso, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia manifestado abertamente a intenção de “tomar” a ilha, considerando o regime cubano uma “ameaça” à segurança nacional.
Condições críticas em Cuba
Neste ano, os apagões em Cuba se intensificaram, com a população enfrentando falta de eletricidade por até 15 horas diárias, incluindo em Havana. O país está praticamente paralisado devido à escassez de combustível, somando-se a isso a crônica falta de alimentos e medicamentos que afeta a população há vários anos.
