Atentado na Colômbia resulta em 10 mortos e 12 feridos
Um ataque com explosivos no último sábado (25) resultou em dez mortes e doze feridos graves na região de Cauca, na Colômbia. O incidente ocorreu em uma estrada e afetou mais de dez veículos, em um contexto de crescente violência próximo às eleições presidenciais marcadas para 31 de maio. A responsabilidade pelo atentado foi atribuída a dissidentes da antiga guerrilha das Farc, que não aceitaram o acordo de paz de 2016 e continuam a semear o terror no país.
Uma funcionária do corpo de bombeiros de Piendamó informou que o número de vítimas pode aumentar. “Até agora, há 10 mortos e 12 feridos graves. Mas espera-se que sejam muitos mais”, declarou em entrevista à AFP. Fontes policiais também confirmaram que há pessoas desaparecidas, e as equipes de resgate estão mobilizadas para localizá-las.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, compartilhou um vídeo nas redes sociais mostrando a cena do ataque, com vítimas no chão e veículos destruídos. Outras gravações divulgadas mostram os danos na estrada e o impacto da explosão, com testemunhas relatando que foram arremessadas por vários metros devido à força do explosivo.
Reação do governo
O presidente Gustavo Petro qualificou os autores do ataque como “terroristas, fascistas e narcotraficantes”. Ele afirmou: “Quero os melhores soldados para enfrentá-los”, referindo-se a Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, com comparações ao infame barão da cocaína Pablo Escobar. Desde que assumiu a presidência em 2022, Petro tem buscado negociar a paz com grupos armados, mas até agora sem sucesso.
Na sexta-feira (24), um ataque a uma base militar em Cali, a terceira maior cidade da Colômbia, deixou dois feridos e deu início a uma série de confrontos nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques na região, conforme informações do comandante das forças militares, Hugo López.
Aumento da violência
A situação se agrava em um contexto em que a Colômbia enfrenta uma onda de violência sem precedentes na última década, com civis sendo mortos em ataques contra forças de segurança. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, anunciou o reforço da presença militar e policial na área para combater os ataques.
A escalada da violência gera um clima de tensão à medida que se aproximam as eleições presidenciais. A segurança é um dos principais tópicos de debate, especialmente após o assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, ocorrido durante um comício em junho de 2025.
Na corrida eleitoral, o senador Iván Cepeda, herdeiro político de Petro, é considerado o favorito, seguido pelos conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo pesquisas recentes. Todos os três candidatos relataram ter recebido ameaças de morte e contam com medidas de segurança reforçadas.
Na Colômbia, é recorrente que grupos armados, financiados por atividades ilegais como o narcotráfico e a extorsão, tentem exercer pressão violenta sobre o processo eleitoral.
