Instituto Rio Patrimônio da Humanidade celebra 40 anos de preservação cultural no Rio
Quatro décadas dedicadas à proteção do patrimônio material e imaterial da cidade do Rio de Janeiro, promovendo equilíbrio entre história e modernidade.
Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) completa 40 anos de atuação na proteção do patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. Criado inicialmente como Departamento Geral de Patrimônio Cultural (DGPC), o órgão passou por diversas transformações até se consolidar em sua atual forma em 2012, ano em que a cidade recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco na categoria Paisagem Cultural.
Laura Di Blasi, arquiteta urbanista e presidente do IRPH, destaca sua trajetória de 34 anos no serviço público, participando do avanço das políticas de preservação da capital fluminense. Ela convida os cariocas a valorizarem o patrimônio local como parte fundamental da identidade da cidade, que é reconhecida mundialmente por sua rica diversidade cultural e histórica.
O papel do IRPH se estende desde a análise técnica de intervenções em bens tombados até o desenvolvimento de parâmetros urbanísticos que asseguram a proteção do patrimônio frente às demandas do crescimento urbano. As ações do instituto envolvem o acompanhamento de grandes eventos, como o Carnaval e espetáculos internacionais, garantindo que esses acontecimentos ocorram com respeito às áreas protegidas.
Atualizações legislativas recentes incluem a criação da Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac) Bossa Nova, fruto de diálogo com a população, e a revisão das normas para a Apac na zona de influência da Praça Onze, uma das regiões históricas da cidade com potencial para revitalização.
O acervo do IRPH registra atualmente:
- 1.813 bens tombados
- 10.486 bens preservados municipalmente
- Diversas categorias de proteção, como Corredores Culturais, Apacs, Áreas de Proteção Ambiental (Apas) e Áreas de Entorno de Bens Tombados (AEBTs)
Entre os patrimônios mais conhecidos estão o Cais do Valongo, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico, os Arcos da Lapa, o Estádio do Maracanã, o Theatro Municipal, a Igreja da Candelária e o Museu Nacional.
Além do patrimônio material, o instituto valoriza o patrimônio imaterial representado por manifestações culturais como o Choro, o Samba, a Bossa Nova, o Funk, o futevôlei, festas tradicionais e a cultura dos botequins.
A educação patrimonial é um foco importante do IRPH, que tem investido na modernização de suas ferramentas para alcançar crianças e jovens, incentivando o entendimento e o apreço pela história local. As placas azuis instaladas em circuitos culturais trazem à tona a memória dos bairros e reforçam a conexão dos moradores com sua história.
O reconhecimento de legados importantes ocorre ao preservar imóveis históricos, como o prédio da primeira escola pública do Brasil, hoje Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), e homenagear figuras como Mercedes Baptista, consolidando o patrimônio como elemento vivo da identidade carioca.
O trabalho do IRPH é pautado na participação social, com audiências públicas e debates que envolvem a população na construção das políticas de proteção. A equipe se dedica a manter a legislação atualizada e a promover decisões que conciliem o patrimônio histórico com o desenvolvimento urbano.
Dados resumidos:
- Criação inicial: Departamento Geral de Patrimônio Cultural, há 40 anos
- Transformações: Secretaria Extraordinária (2006), Subsecretaria (2009), IRPH (2012)
- Patrimônio Mundial Unesco: título concedido ao Rio de Janeiro em 2012
- Principais ações recentes: criação da Apac Bossa Nova e atualização da Apac Praça Onze
O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade segue como referência na proteção cultural da cidade do Rio de Janeiro, equilibrando memória e inovação para garantir o legado às futuras gerações.
