EUA realizam ataque na costa do Irã visando reabertura do estreito de Ormuz

Forças armadas dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos com bombas de penetração profunda contra instalações iranianas no estreito de Ormuz, com o intuito de restabelecer o tráfego na crucial via marítima. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) na terça-feira, 17 de março de 2026.

Desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, o estreito de Ormuz tem sido bloqueado como parte da estratégia do Irã para pressionar a economia global. Essa obstrução impacta o transporte de mais de 14 milhões de barris de petróleo por dia, levando Teerã a buscar apoio internacional para que outros países exijam o fim das ações militares americanas na região.

Objetivo das operações

O comunicado do Centcom destacou que as forças americanas utilizaram múltiplas munições de 5.000 libras (aproximadamente 2.300 kg) para atacar posições de mísseis iranianos ao longo da costa, afirmando que esses armamentos representavam um risco significativo para a navegação internacional. “As forças norte-americanas conseguiram atingir com eficácia as fortificações iranianas, que ameaçavam o tráfego no estreito”, informou a nota.

No último sábado, 14 de março, o presidente Donald Trump fez um apelo por assistência internacional para reabrir a passagem. Contudo, após a recusa de aliados da Otan em enviar tropas para a região, Trump declarou que “não deseja e nem precisa mais” de apoio externo.

Críticas à Otan e aliados

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump expressou sua insatisfação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, afirmando que considera a aliança uma via de mão única, onde os Estados Unidos gastam enormes quantias para proteger outros países, mas não recebem reciprocidade, especialmente em tempos de crise. O presidente também mencionou que a mesma situação se aplica a nações como Japão, Austrália e Coreia do Sul, enfatizando que “não precisamos da ajuda de ninguém”.

O bloqueio do estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico, com implicações diretas na economia global e na segurança do transporte marítimo. A situação permanece tensa, à medida que as potências envolvidas buscam soluções para a crise em andamento.

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