Marinha dos EUA Ataca e Captura Navio Iraniano
Os Estados Unidos atacaram e capturaram um navio iraniano que, segundo fontes de segurança, pode estar transportando itens de uso duplo, considerados potencialmente perigosos por Washington. O Comando Central dos EUA divulgou um vídeo do incidente, ocorrido no domingo (19), onde mostra o momento em que forças norte-americanas abriram fogo na embarcação.
Ação militar
O Comando Central afirmou que várias advertências foram dadas ao cargueiro iraniano, alertando sobre a violação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. “Após o navio ignorar os avisos por seis horas, o destróier Spruance desativou a propulsão do Touska, disparando projéteis contra a sala de máquinas”, detalhou a instituição em uma postagem na plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter). Em seguida, fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária abordaram a embarcação, que agora se encontra sob controle americano.
Suspeitas sobre a carga
Na segunda-feira (20), fontes de segurança informaram que os EUA suspeitam que o navio transportava materiais que poderiam ser usados para fins militares. Embora não tenham especificado quais itens estariam a bordo, o Comando Central mencionou que metais, tubos e componentes eletrônicos estão entre os produtos que podem ter aplicações tanto militares quanto industriais.
Reação do Irã
As autoridades iranianas afirmaram que o navio estava a caminho da China e acusaram os Estados Unidos de “pirataria armada”, conforme reportado pela mídia estatal do Irã. Desde o início do bloqueio aos portos iranianos, em 13 de abril, o Exército dos EUA informou que “23 navios acataram as ordens das forças norte-americanas de retornar”.
Bloqueio no Estreito de Ormuz
O Irã havia suspendido, na sexta-feira (17), o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo e gás natural, que representa cerca de 20% do total mundial. No entanto, no dia seguinte, o país decidiu reimplementar “controle rigoroso” sobre a passagem, em resposta à manutenção do bloqueio pelos Estados Unidos.
Com informações da Reuters e AFP
