Papa Leão XIV designa Carlos Nobre para o conselho do Vaticano
O cientista brasileiro Carlos Nobre, renomado por suas pesquisas sobre as mudanças climáticas na Amazônia, foi nomeado membro de um conselho do Vaticano focado em desenvolvimento humano. A nomeação foi divulgada nesta segunda-feira (30) em um comunicado oficial do Papa Leão XIV, que anunciou novos integrantes para o dicastério responsável por discutir questões sociais e de desenvolvimento.
Carlos Nobre, que é professor no Instituto de Altos Estudos da Universidade de São Paulo, se destaca internacionalmente por suas investigações sobre os efeitos das mudanças climáticas. Ele agora fará parte do grupo que assessora o Vaticano em temas relacionados ao desenvolvimento humano.
Lista de nomeados:
- Rogelio Cabrera López — Arcebispo Metropolitano de Monterrey, México
- Fulgence Muteba Mugalu — Arcebispo Metropolitano de Lubumbashi, República Democrática do Congo
- Lizardo Estrada Herrera — Bispo Auxiliar e Vigário Geral da Arquidiocese Metropolitana de Cuzco, Peru
- Daniel Gerard Groody — Vice-Reitor e Decano Associado para Educação de Pós-Graduação da Universidade de Notre Dame (EUA)
- Rampeoane Hlobo — Diretor da Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia, em Nairobi, Quênia
- Linah Siabana — Psicóloga
- Meghan J. Clark — Vice-Reitora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de St. John’s, Nova York (EUA)
- Dylan Mason Corbett — Diretor Executivo do Hope Border Institute, em El Paso (EUA)
- Léocadie Wabo Lushombo, I.T. — Professora de Ética Teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara, Berkeley (EUA)
- Christine Nathan — Presidente da Comissão Católica Internacional de Migração, em Genebra (Suíça)
- Carlos Nobre — Pesquisador do Instituto de Altos Estudos da Universidade de São Paulo (Brasil)
Trajetória acadêmica
Carlos Nobre é formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e possui doutorado em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Iniciou sua carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em 1983, onde direcionou suas investigações para a Amazônia. Ele é conhecido por ter proposto a hipótese da “savanização” da floresta em razão do desmatamento, além de se dedicar à análise dos impactos do aquecimento global sobre esse bioma, o que o consolidou como uma referência no cenário internacional.
