Irã ataca instalação nuclear em Israel e provoca dezenas de feridos
Um míssil iraniano atingiu a cidade de Dimona, em Israel, no dia 21 de março, onde está localizada uma instalação nuclear. Essa ação foi classificada pela República Islâmica como uma retaliação ao ataque ao complexo subterrâneo de Natanz, que é utilizado para o enriquecimento de urânio. Israel é amplamente reconhecido como o único país da região com armas nucleares, mas mantém uma postura de “ambiguidade estratégica”, sem confirmar ou negar oficialmente a posse desses armamentos.
Instalação nuclear em foco
A usina de Dimona, situada no deserto do Neguev, é oficialmente apresentada como um centro de pesquisa nuclear e geração de energia. Contudo, diversas fontes internacionais apontam que a instalação tem estado envolvida na produção de armas nucleares ao longo das últimas décadas. Em decorrência do ataque, várias pessoas ficaram feridas, principalmente devido a estilhaços. Um edifício na cidade sofreu um impacto direto do míssil iraniano, conforme informaram as autoridades locais.
Imagens veiculadas por emissoras israelenses mostram a fachada de um prédio severamente danificada, com buracos e estilhaços espalhados. O governo iraniano assumiu a responsabilidade pelo lançamento dos mísseis, afirmando que a ação foi uma resposta ao ataque considerado “inimigo” ao complexo de Natanz.
De acordo com a Organização de Energia Atômica do Irã, não houve relato de vazamento de materiais radioativos na área atingida. O Exército de Israel, por sua vez, declarou que não tem informações sobre o ataque mencionado. A emissora pública Kan sugeriu que os Estados Unidos estariam por trás da ação.
Apelo por contenção
Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), fez um apelo por “moderação militar” para evitar possíveis acidentes nucleares. A Rússia, aliada do Irã, descreveu o bombardeio ao complexo de Natanz como um ato “irresponsável”, que apresenta “riscos reais de catástrofe em toda a região do Oriente Médio”.
As potências ocidentais têm expressado preocupações sobre a possibilidade de o Irã buscar desenvolver armas nucleares, apesar das reiteradas negativas do país. Essa suspeita é um dos fatores que motivaram os ataques realizados em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos.
