Tiffany Abreu se pronuncia após CBV banir mulheres trans de competições nacionais
Oposta do Osasco critica decisão da CBV e anuncia medidas contra exclusão de mulheres trans no vôlei.
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou o banimento de mulheres trans das competições nacionais a partir da temporada 2026/27, seguindo critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI), que inclui triagem do gene SRY.
Tiffany Abreu, oposta do Osasco e atleta trans, se manifestou após a derrota do seu time para o Pinheiros por 3 sets a 2 no Ginásio José Liberatti, em Osasco. Ela está liberada para atuar no Campeonato Paulista.
“O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem”, desabafou Tiffany.
A jogadora ressaltou que a decisão não a afeta apenas pessoalmente, mas também o clube, a torcida, patrocinadores e o direito de todas as pessoas trans: “Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans.”
Tiffany classificou a medida como “um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte” e afirmou que pretende contestar a decisão da CBV e defender sua permanência nas competições.
“Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão”, declarou a oposta.
