Botafogo sofre goleada histórica para Cienciano e enfrenta desafio nas oitavas da Sul-Americana
Com placar de 6 a 1 no Peru, Botafogo terá que buscar recuperação histórica no jogo de volta para avançar na Copa Sul-Americana.
O revés do Botafogo em Cusco
Na noite de quinta-feira, o Botafogo enfrentou uma derrota contundente diante do Cienciano, do Peru, por 6 a 1, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana disputado em Cusco. A goleada deixou a equipe carioca em situação delicada para a partida de volta, que ocorrerá no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Análise tática e reação do técnico Franclim
O treinador português Franclim Carvalho reconheceu a superioridade da equipe peruana e atribuiu a dificuldade do Botafogo ao estilo de jogo do adversário, que explora cruzamentos e bolas aéreas com eficácia, especialmente em casa, onde está adaptado às condições locais. Franclim admitiu que sua comissão técnica preparou estratégias específicas para neutralizar esse modelo, mas que o time não conseguiu implementá-las durante a partida.
Em coletiva, ele explicou as alterações feitas no time, como as trocas de laterais para lidar com o tipo de jogo do Cienciano. Também detalhou o posicionamento dos meio-campistas Danilo e Montoro, tentando controlar os espaços interiores e proteger a defesa.
Desafio para o jogo de volta
Com o resultado de 6 a 1, o Botafogo precisa de uma vitória por uma vantagem mínima de seis gols para avançar direto às quartas de final. Caso conquiste uma vitória por cinco gols de diferença, a decisão da vaga será decidida nos pênaltis. Franclim ressaltou que o confronto final terá características diferentes, mas não deixou de reconhecer a complexidade da situação após o primeiro jogo.
- Data da partida de volta: 20 de agosto de 2026
- Horário: 21h30 (horário de Brasília)
- Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro
O Cienciano, tradicional clube peruano, se aproveitou do fato de jogar em altitude e mostrou uma equipe organizada e incisiva, que impôs seu ritmo desde o início. O Botafogo, apesar dos esforços, não conseguiu conter a pressão adversária e sofreu com o volume de jogo do rival.
Este confronto renova a atenção para os desafios que times brasileiros encontram ao jogar fora de casa em condições adversas, como altitude e estilo físico. O resultado no primeiro duelo demonstra a necessidade de ajustes táticos e emocionais para o retorno no Rio de Janeiro.
