Deolira Glicéria, de 121 anos, é reconhecida como a mulher mais idosa do Brasil após validação documental
Deolira Glicéria Pedro da Silva, nascida em 10 de março de 1905 em Porciúncula, no Noroeste Fluminense, foi oficialmente reconhecida como a mulher mais idosa do Brasil na sexta-feira, 28 de agosto. O título foi concedido pelo RankBrasil, o Livro dos Recordes Brasileiros, após uma rigorosa verificação documental.
O processo de reconhecimento exigiu a recuperação de documentos perdidos em uma enchente, como a certidão de batismo, validada com o apoio do bispo Dom Roberto Francisco, da Diocese de Campos dos Goytacazes, e o último extrato do benefício do INSS. A certificação foi entregue pelo representante da instituição, Valdecy Carvalho de Almeida, e pelo médico geriatra Juair de Abreu Pereira.
Deolira, que mora em Itaperuna desde cinco anos atrás, mantém hábitos simples e rotina marcada pela fé, reunindo várias gerações de descendentes, inclusive uma pentaneta. Segundo a neta, Dorotea Ferreira, a idosa gosta exclusivamente de coxinha e guaraná e conserva a tradição de abençoar a família.
Ao longo de seus 121 anos, Deolira viveu fatos históricos como a gripe espanhola, as duas guerras mundiais, a construção de Brasília e o surgimento da televisão e da internet. Ela substitui no posto de mulher mais idosa do Brasil a paranaense Maria Olívia da Silva, que faleceu em 2010 aos 130 anos.
Para o RankBrasil, o reconhecimento simboliza não apenas um recorde, mas também a preservação da memória e da história brasileira.
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