Europa registra avanços e desafios no acesso a férias pagas em 2025
Acesso a férias varia amplamente na Europa, com melhora geral, mas aumento em alguns países nórdicos e centro-europeus.
Em 2025, cerca de 27,5% dos europeus com 16 anos ou mais não conseguiram pagar uma semana de férias fora de casa. Esse percentual representa uma queda significativa em relação a 2015, quando era de 35,2%, indicando maior acessibilidade ao lazer fora do domicílio.
Desigualdades regionais:
A situação varia bastante entre países. A Suíça e a Noruega registraram os níveis mais baixos, com apenas 9% da população incapaz de custear férias, enquanto a Romênia apresenta o valor mais alto, com 61%. Outros países com alto percentual incluem Montenegro (58%), Albânia (53%) e Turquia (51%). No sul e sudeste da Europa, os índices de privação de férias permanecem elevados, contrastando com o norte e oeste europeus, que exibem melhor desempenho.
Países com aumento na dificuldade:
Apesar da tendência geral de melhora, cinco países tiveram elevação na proporção de pessoas sem recursos para férias. Noruega, Suécia e Finlândia lideraram essas subidas, mas ainda mantém taxas relativamente baixas. Alemanha e Áustria também registraram aumentos modestos, com cerca de um em cada cinco habitantes sem capacidade para viajar.
Diminuições significativas:
Vários países apresentaram quedas expressivas nos últimos dez anos. Croácia e Sérvia reduziram em mais de 30 pontos percentuais o número de pessoas sem meios para férias. Chipre, Irlanda, Bulgária e Turquia também exibiram avanços importantes, assim como Polônia, Portugal, Eslováquia, Malta e Hungria.
Fatores econômicos e sociais:
Especialistas destacam que o nível de renda disponível é importante para esse acesso. Países com economias mais robustas tendem a apresentar menor privação. Os dados evidenciam que disparidades econômicas ampliam as diferenças na capacidade de financiar viagens.
Dados-chave em 2025:
- Proporção média na UE: 27,5% sem condições para férias.
- Países com menor índice: Suíça e Noruega (9%).
- Países com maior índice: Romênia (61%), Montenegro (58%), Albânia (53%).
- Elevação em países nórdicos: Noruega (+3,8 p.p.), Suécia (+3,2 p.p.), Finlândia (+1,5 p.p.).
- Aumento na Alemanha e Áustria: +1,2 p.p. e +0,3 p.p., respectivamente.
- Reduções expressivas: Croácia (-33 p.p.), Sérvia (-32 p.p.), Chipre (-26 p.p.), Irlanda (-22 p.p.).
Trajetória recente:
Desde 2012, quando atingiu pico de 40,5%, a proporção vem caindo até estabilizar em torno de 27-28% nos últimos anos, refletindo melhora gradual nas condições econômicas e maior acesso às férias.
Contexto histórico:
Quase 40% da população da União Europeia não tinha meios para pagar férias há 15 anos, sinalizando uma evolução positiva nesse aspecto social e econômico.
Com informações de pt.euronews.com.
