Itália busca Guardiola para liderar reconstrução da seleção nacional
FIGC tenta convencer técnico catalão a assumir comando, visando Euro 2028 e Mundial 2030 após fracassos recentes.
a Federação Italiana de Futebol (FIGC) está empenhada em trazer o treinador espanhol para o comando da seleção nacional. O diretor técnico Paolo Maldini e o consultor Leonardo apresentaram ao técnico catalão um projeto de quatro anos, com foco nas próximas competições, incluindo a Nations League e o Euro 2028.
Contexto da negociação:
a iniciativa nasce da nova liderança da FIGC, liderada pelo presidente Giovanni Malagò, que deseja reestruturar o futebol italiano, apostando em um estilo moderno e ofensivo inspirado no modelo espanhol, referência mundial atualmente. O interesse de Guardiola reflete a busca por uma identidade tática que potencialize talentos locais.
Modelo espanhol em destaque:
após o domínio do Manchester City sob Guardiola e a conquista da Espanha no último Mundial realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, o estilo baseado no controle de bola, ocupação racional dos espaços e superioridade numérica voltou a ser o parâmetro para o futebol de alto nível. Guardiola é visto como o maior expoente dessa filosofia, adaptando-a aos diferentes contextos ao longo de sua carreira.
Desafios da proposta:
além do salário elevado, o ponto chave para Guardiola é o projeto em si, que envolve a reforma completa do futebol italiano e a reconstrução de uma seleção capaz de retornar à elite mundial após não se classificar para os últimos três Mundiais. Para o treinador, essa mudança representaria um desafio diferente, após quase vinte anos dedicados a clubes como Barcelona, Bayern Munique e Manchester City.
Características do futebol de Guardiola:
ao assumir o Barcelona em 2008, ele revolucionou o clube com um futebol baseado no 4-3-3, focado na posse limpa da bola, pressão imediata pós-perda e movimentação constante, com jogadores-chave como Xavi, Iniesta e Busquets. Lionel Messi, no papel de falso nove, tornou-se o símbolo dessa revolução.
Na sequência, no Manchester City, Guardiola evoluiu seu modelo para um jogo mais direto e físico, com laterais atuando como médios adicionais e defesas participando da construção ofensiva. A chegada de Erling Haaland intensificou a busca pela profundidade, equilibrando controle e eficiência.
Adaptação necessária para seleção:
comandar uma seleção exige simplificar conceitos e focar em princípios reconhecíveis em pouco tempo de treino. Guardiola precisaria destacar pressão organizada, qualidade na posse e gestão de espaços. Para a FIGC, isso significaria um investimento cultural que pode influenciar todo o futebol nacional, da base aos clubes.
Alternativas em pauta:
apesar do interesse, Guardiola declarou preferência por um período longe dos campos para cuidar da família, o que mantém a negociação em aberto. Outros nomes com experiência no comando da seleção italiana, como Antonio Conte e Roberto Mancini, também são considerados, assim como treinadores emergentes com vínculo ao futebol local.
- Projeto: quatro anos com foco em Nations League, Euro 2028 e Mundial 2030
- Motivação: reconstrução da seleção após três edições do Mundial sem classificação
- Estilo buscado: futebol ofensivo, moderno e inspirado na escola espanhola
- Desafios: adaptação do modelo de clube para seleção e reformas estruturais na FIGC
- Outros candidatos: Antonio Conte, Roberto Mancini e treinadores promissores do futebol italiano
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Com informações de pt.euronews.com.
