Caso Epstein: 20 vítimas alegam abuso e acionam Justiça francesa
O Ministério Público de Paris iniciou uma investigação por tráfico de seres humanos após a divulgação, por parte do governo dos Estados Unidos, de uma vasta quantidade de documentos relacionados ao caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, falecido em 2019. A promotora Laure Beccau anunciou, neste domingo (17), que novas alegações de vítimas têm surgido, levando à reabertura do caso.
A investigação visa identificar possíveis cúmplices de Epstein na França, especialmente aqueles que possam ter apresentado vítimas ao criminoso. Beccau afirmou à rádio RTL que “nenhuma das pessoas que podem ser investigadas foi ouvida até agora”.
Até o momento, quase 20 vítimas se apresentaram, sendo que 10 delas eram desconhecidas pelas autoridades. A promotora destacou que “recuperamos o computador de Epstein, seus aparelhos de telefone e suas agendas”, que estão sendo analisados novamente. Assim que os investigadores tiverem um entendimento completo das conexões de Epstein com outros envolvidos em sua rede na França, os acusados serão chamados para depor.
Histórico do caso
Jeffrey Epstein foi acusado de comandar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores, ao lado de sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell. Entre 2002 e 2005, ele teria recrutado adolescentes para a prática de atos sexuais em troca de dinheiro em suas propriedades em Nova York, Flórida, Novo México e em sua ilha particular no Caribe. As investigações contra Epstein tiveram início em 2005, após os pais de uma jovem de 14 anos denunciarem que ele havia abusado da menina em sua residência em Palm Beach, na Flórida.
Nascido e criado em Nova York, Epstein não completou a faculdade, mas começou sua trajetória profissional como professor de matemática na renomada Dalton School. Sua fortuna, no entanto, foi construída no setor financeiro, onde começou sua carreira no banco de investimentos Bear Stearns em 1976. O diretor-executivo da instituição na época, Alan Greenberg, tinha filhos que estudavam na Dalton School, o que ajudou Epstein a criar uma rede de contatos. Em 1982, ele fundou sua própria empresa de investimentos, a J. Epstein and Co.
Com informações da AFP
