Irã avisa sobre restrições no Estreito de Ormuz para países que apoiem sanções dos EUA
O governo dos Estados Unidos anunciou, no dia 1º de maio, a implementação de novas sanções direcionadas a interesses do Irã e alertou sobre possíveis represálias a embarcações que paguem taxas às autoridades iranianas para transitar pelo Estreito de Ormuz. Este estreito é uma rota crucial para o comércio global de petróleo.
Advertência do Irã
Em resposta, o Exército iraniano emitiu um aviso neste domingo (10), afirmando que países que adotarem as sanções americanas enfrentarão dificuldades em navegar pelo Estreito de Ormuz. A passagem, de grande relevância estratégica, é vital para o transporte de hidrocarbonetos.
Mohammad Akraminia, um oficial do Exército iraniano, destacou que “um novo dispositivo jurídico e de segurança foi estabelecido no Estreito de Ormuz. A partir de agora, todo navio que desejar atravessá-lo deverá coordenar-se conosco”, conforme reportado pela agência de notícias oficial Irna. Ele acrescentou que esse dispositivo, já em vigor, trará “vantagens nos planos econômico, de segurança e político”.
Restrições e Conflitos
O Irã tem mantido o Estreito de Ormuz sob controle rigoroso desde o início do conflito que se agravou em 28 de fevereiro, envolvendo Estados Unidos e Israel, resultando em milhares de mortes, especialmente no Irã e no Líbano, além de impactar a economia global.
As restrições são impostas tanto pelo bloqueio americano aos portos iranianos quanto pelas limitações que Teerã aplica, permitindo a passagem de embarcações de forma restrita.
Ebrahim Azizi, presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional do Irã, também ameaçou, via rede social, os países aliados dos Estados Unidos em relação a um projeto de resolução da onu.
Reação Internacional
Na última quinta-feira, Estados Unidos e várias nações do Golfo solicitaram ao Conselho de Segurança da ONU que exigisse que o Irã cessasse a obstrução da navegação no Estreito de Ormuz. Um projeto de resolução nesse sentido foi apresentado por Estados Unidos e Bahrein, mas a Rússia, aliada do Irã, sinalizou que está disposta a bloquear a proposta.
Por outro lado, Hamidreza Haji Babaei, vice-presidente do Parlamento iraniano, informou em 23 de abril que o Irã já havia começado a receber receitas provenientes das taxas de passagem pelo Estreito de Ormuz, marcando um novo capítulo nas tensões envolvendo a navegação na região.
