Irã ataca navio dos EUA no Estreito de Ormuz, afirma agência estatal; governo Trump refuta

Um navio da Marinha dos Estados Unidos foi supostamente atacado por dois mísseis no Estreito de Ormuz, conforme reportou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (4). A alegação surge após o presidente Donald Trump anunciar que as forças americanas começariam a escoltar embarcações na região estratégica.

De acordo com a agência de notícias Fars, a embarcação estava próxima ao porto de Jask e teria desrespeitado normas de navegação e segurança marítima. O ataque teria ocorrido após o navio ignorar um aviso da Marinha iraniana.

Trump afirmou que, a partir de hoje, os Estados Unidos iniciariam a escolta de navios no estreito, que é uma importante rota para o transporte de petróleo, gás e fertilizantes, especialmente antes do aumento das tensões no Oriente Médio. O conflito na região tem se intensificado, especialmente devido ao bloqueio imposto pelo Irã.

Desmentido americano

Em resposta, o Comando Central dos EUA negou que qualquer navio americano tenha sido atingido e reafirmou que as forças continuam a apoiar o “Projeto Liberdade”, mantendo o bloqueio naval aos portos iranianos. A entidade classificou as alegações da mídia iraniana como infundadas.

Repercussão nos Emirados Árabes

Após os relatos de ataque, os Emirados Árabes Unidos informaram que o Irã teria disparado dois drones contra um petroleiro vinculado à estatal ADNOC no mesmo estreito. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados condenou a ação, chamando-a de “pirataria” e acusando o Irã de usar a rota marítima como uma ferramenta de coerção econômica. Não houve relatos de feridos neste incidente.

Escolta de navios em Ormuz

Trump anunciou um plano para que as forças americanas escoltem navios no Estreito de Ormuz, mas o comando militar iraniano alertou que atacará as tropas dos EUA se a operação for implementada. O Irã tem restringido o acesso ao estreito, essencial para o tráfego global de combustíveis, desde que os ataques dos EUA e de Israel começaram em 28 de fevereiro. Em resposta, Washington mantém um bloqueio naval nas águas iranianas.

O presidente americano descreveu a nova operação como um gesto “humanitário” para auxiliar marinheiros que poderiam estar sem suprimentos essenciais. A partir da manhã de hoje, a Marinha dos EUA começará a escoltar embarcações de países que não estão envolvidos no conflito.

Ameaças do Irã

O Irã reagiu com ameaças às forças americanas. O general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, declarou que qualquer força armada estrangeira, especialmente as tropas americanas, seria alvo de ataques se tentasse se aproximar do estreito. O presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou que qualquer interferência dos EUA em Ormuz constituiria uma violação do cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

A empresa de monitoramento marítimo AXSMarine informou que, até 29 de abril, havia 913 navios comerciais na região do Golfo. Trump enfatizou a escassez de alimentos e suprimentos essenciais enfrentada por muitos desses navios, destacando a necessidade de assistência imediata às tripulações.

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.