Fed de Minneapolis sinaliza possibilidade de aumento nas taxas de juros
Um membro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, indicou nesta sexta-feira (1º) que um possível aumento nas taxas de juros pode ser necessário se as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio se revelarem mais severas do que o esperado, o que poderia impulsionar a inflação.
Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, ressaltou que “um aumento na taxa de juros dos fundos federais poderia ser justificado, talvez até uma série de aumentos, mesmo que isso implique um maior enfraquecimento do mercado de trabalho”. Essa declaração explica sua discordância em relação à manutenção das taxas inalteradas.
Kashkari foi um dos quatro membros entre os doze que se afastaram do comunicado após a reunião de política monetária realizada na última quarta-feira. Ele, junto a outros dois integrantes, apoiou a decisão de não alterar as taxas, mas discordou da orientação do banco, que sugere que um corte de juros seria o próximo movimento mais provável. O quarto dissidente votou a favor de uma redução nas taxas.
Perspectivas da política monetária
O Comitê Federal de Mercado Aberto, que decide sobre as taxas de juros, deve apresentar uma visão que mostre que a próxima alteração nas taxas pode ser tanto uma redução quanto um aumento, dependendo do comportamento da economia, afirmou Kashkari.
Ele mencionou os riscos associados a um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz como uma ameaça real. O Irã praticamente bloqueou essa importante via de transporte de energia e fertilizantes após os ataques dos Estados Unidos e de Israel que começaram em 28 de fevereiro. Essa situação resultou em um aumento nos preços do petróleo, levantando preocupações sobre uma possível elevação da inflação.
Divergências internas
Em uma declaração à parte, Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, expressou sua discordância em relação ao comunicado pós-reunião, afirmando que não achou apropriado incluir uma tendência de flexibilização nas diretrizes sobre a política monetária futura.
