Conselheiro de Trump faz declarações polêmicas sobre brasileiras

Acusações de abuso

Paolo Zampolli, ex-enviado especial para parcerias globais do governo de Donald Trump, enfrenta graves acusações de abuso sexual, violência psicológica e violência doméstica por parte de sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro. O casal foi casado por quase 20 anos.

Durante uma entrevista à emissora italiana RAI, exibida na quinta-feira (23), Zampolli fez declarações polêmicas ao comentar as acusações. Ele afirmou que “as mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”, desconsiderando a seriedade das alegações feitas por Amanda.

Declarações misóginas

Ao ser questionado se o comportamento das mulheres seria uma “questão genética”, Zampolli negou, mas continuou com comentários misóginos. “Não, as mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas. Não é que essa foi a primeira”, declarou.

O ex-enviado também fez associações entre o comportamento dos brasileiros e o consumo de telenovelas, afirmando que “os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim”. Ele reforçou um estereótipo negativo, mencionando que “as brasileiras enganam todo mundo”.

Ofensas e agressões

Em um momento da entrevista, Zampolli fez comentários depreciativos sobre uma suposta amiga de sua ex-esposa, referindo-se a ela de maneira ofensiva. Ele disse: “Uma dessas brasileiras, essa raça maldita, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, transava com ela, depois ela também ficou louca”.

Amanda Ungaro, de 41 anos, afirma ter sido vítima de agressões físicas e relata episódios de violência ao recusar relações sexuais. Zampolli, por sua vez, nega as acusações, alegando que a ex-mulher tenta prejudicá-lo.

Deportação e disputa judicial

Amanda foi deportada dos Estados Unidos em 2025 pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), após mais de duas décadas vivendo no país. Ela atribui a deportação à influência política de Zampolli. Atualmente, os dois estão em uma disputa judicial pela guarda do filho de 15 anos.

Ligação com Jeffrey Epstein

Na mesma entrevista, Zampolli foi questionado sobre possíveis conexões com Jeffrey Epstein, que foi condenado por crimes sexuais e morreu em 2019. O nome do italiano apareceu em trocas de e-mails associadas a Epstein, que foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Zampolli confirmou que ele e Epstein discutiram a compra de uma agência de modelos em um leilão, mas afirmou que o negócio não foi concretizado. Ele negou qualquer envolvimento nos crimes de Epstein, alegando que o financista utilizava a indústria da moda como fachada para seus abusos.

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